O treinador do FC Porto, André Villas Boas, mostrou-se esta quinta-feira preocupado com a «onda» que envolve a arbitragem portuguesa e sugeriu ao Benfica que peça a repetição do jogo com o V. Guimarães, uma vez que o clube lisboeta se sente prejudicado.
Sem meias palavras, André Villas Boas abordou hoje a recente conferência de imprensa na qual Vítor Pereira, líder dos árbitros, analisou as cinco primeiras jornadas do campeonato. O técnico do FC Porto deixou claro que na sua opinião «Vítor Pereira abriu um precedente grave», uma vez, considerou, o presidente da Comissão de Arbitragem da liga só se pronunciou devido à pressão do Benfica.
As águias queixaram-se da arbitragem de Olegário Benquerença na partida com o V. Guimarães; Vítor Pereira reconheceu a existência de um penalty por marcar e de um fora-de-jogo mal assinalado. André Villas Boas alertou para a situação: «Parece óbvio que a intervenção de Vítor Pereira vem na sequência do desapontamento de um clube e levou à suspensão de Olegário Benquerença. É um precedente grave porque seguramente pode vir a acontecer um mau jogo a qualquer árbitro ou equipa, e todas as equipas têm direito a serem tratadas da mesma forma. Foi apenas para fazer uma análise às cinco primeiras jornadas? Então vamos esperar que faça à décima, também».
Na opinião de Villas Boas, os erros do árbitro na partida entre V. Guimarães e Benfica, «não foram suficientes para abrir este precedente». O treinador do líder da liga, deixou, no entanto, um desafio aos responsáveis do Benfica: «Esta é apenas uma sugestão. Pode parecer ridículo, mas se o Benfica se sente tão injustiçado, porque não pede repetição do jogo, como o V. Guimarães fez com o Sp. Braga na época passada? Estão com vergonha?»
Villas Boas mostrou-se incomodado pela marcação de uma conferência de imprensa «poucos dias depois da pressão pública feita pelo Benfica» e avisou que «vai chegar o dia em que o FC Porto sentir-se-á no direito de exigir a mesma posição por parte de Vítor Pereira».
O FC Porto tem, no sábado, o próximo teste no campeonato. O adversário é o Olhanense e a partida disputa-se no Estádio do Dragão. André Villas Boas garantiu que a sua equipa está preparada para enfrentar qualquer estratégia e fez uma antevisão do que podem esperar os adeptos: «A qualidade do jogo vai depender da forma como o Olhanense entrar. Se jogar olhos nos olhos, como o Beira-Mar, pode ser muito bom, se jogar fez frente ao Sporting não será tão bom de certeza, pois será um jogo com aposta no erro...»
Texto: A BOLA
Ukra já regressou aos treinos no FC Porto, ainda que de forma condicionada, informa o site oficial do clube. O avançado trabalhou no Olival, apesar de ainda ontem ter sido sujeito a cirurgia para corrigir uma fractura, com afundamento, da arcada zigomática. Villas-Boas não contou com Sapunaru e Guarín, que efectuaram tratamento. Mariano e Rodríguez prosseguem o programa de recuperação das respectivas mazelas. O argentino permanece em tratamento e ginásio e o uruguaio realizou trabalho de ginásio e treino condicionado. O treinador portista voltou a contar com o guarda-redes Maia, dos sub-19, nos trabalhos da equipa sénior. O FC Porto recebe o Genk na próxima quinta-feira, em encontro da segunda mão do play-off da Liga Europa. O encontro está marcado para as 20h30, no Estádio do Dragão.
O flexível 4x3x3 de Villas-Boas e o cinzento 4x4x2 de Paulo Sérgio
Algo bastante curioso é que, tirando a grande segunda parte de ontem frente ao Beira-Mar, o futebol do Porto não entusiasma, mas, enquanto a forte concorrência se tenta colocar no trilho das vitórias, o FC Porto tem confiança e estabilidade para evoluir e continuar a ganhar. O FC Porto trocou um dos treinadores mais experientes do futebol português – Jesualdo Ferreira – por um dos mais verdes, Villas-Boas, talvez por acreditarem que ali estaria um diamante em bruto pronto a ser lapidado pela qualidade do plantel portista. Quatro jogos oficiais, quatro vitórias, um troféu, que mais lhe poderiam pedir? Agora que alcançou a liderança veremos até que ponto será capaz de a manter até ao final da época, a motivação e a confiança estão no TOPO. João Moutinho, Fernando Belluschi e Radamel Falcao são exemplos claros disso!
A forma como Villas-Boas passa os 90 minutos de pé sempre a gritar para dentro do terreno de jogo diz muito de como o novo treinador do FC Porto tenta construir a sua equipa à imagem de um verdadeiro campeão! Possui um sistema base, o 4x3x3, com Varela e Hulk nas alas para dar a tão importante profundidade, mas quando precisa de algo novo, de um xeque-mate, altera o sistema para 4x4x2 e, por conseguinte, solta uma dupla de ataque que, na maioria das vezes, é e será Hulk-Falcao, deixando um quarteto fortíssimo atrás deles, Fernando/Souza, Guarín/Ruben Micael, Belluschi e João Moutinho. Este ajustamento/aperfeiçoamento táctico inspira a equipa a soltar-se mais e complica a vida ao adversário tendo em conta que este andou quase todo o jogo a “habituar-se” a um 4x3x3 puro e depois vê-se perante um 4x4x2 robusto e explosivo. Mas o melhor desta alteração é que Villas-Boas só muda de sistema durante o encontro, uma vez que consegue entender que a sua equipa já tem uma perspectiva do seu “jogar” que consegue suportar da melhor forma essas mesmas mudanças!
Ontem em Alvalade, conseguiu-se a primeira vitória, mas não foi, de todo, uma vitória convincente e mais do que ganhar este Sporting necessita de tranquilizar a sua massa associativa com boas exibições! O 4x4x2 de Paulo Sérgio é algo angustiante, inconstante e um pouco contra-natura, vermos Matías Fernandez a jogar numa ala, Maniche a ser arrastado para o flanco direito frente ao Brondby e uma dupla de avançados a mudar constantemente não inspira qualquer tipo de confiança, nem mesmo com esta última vitória pela margem mínima! O Sporting que começou a pré-época com excelentes ideias de jogo, entrou na fase mais a sério sem a mesma convicção. A falta de Pedro Mendes, o homem que inicia o processo ofensivo sportinguista, abalou a parelha de médios à frente da defesa. Maniche sentiu a falta do seu parceiro e isso mesmo reflectiu-se no seu futebol e nas suas movimentações.
Quanto a esta dinâmica de habituação a diferentes posições, posso afirmar que não está ao alcance de todos, posso dar o exemplo do alemão Schweinsteiger para se perceber melhor o caso, o germânico começou a jogar futebol como ala puro, depois foi sendo arrastado para o meio e no Mundial 2010 na África do Sul formou com Khedira uma grande dupla de médios de transição/sustentação à frente da defesa. Os jogadores fazem a posição, não o contrário. Mas num 4x4x2 clássico Matías não tem como singrar, não tem estofo para aguentar o que o sistema lhe pede, nem como médio-centro nem como ala. Seria bom para ele que eu estivesse enganado, mas, sinceramente, não me parece ser o caso!
Decorreu hoje a apresentação de Villas Boas, como novo treinador do FC Porto, o antigo técnico da Académica, que assinou por duas épocas com os azuis-e-brancos, não embarcou em promessas e desmarcou-se de comparações para com José Mourinho. Nem o facto de muitos criticarem a sua vinda para o FC Porto, devido à sua "tenra" idade o deixa muito incomodado, uma vez que confia nas suas capacidades e assim que começar a ganhar todos irão esquecer isso.
Já é oficial, André Villas Boas, até agora treinador da Académica de Coimbra, é o sucessor de Jesualdo Ferreira no comando técnico do FC Porto. O acordo será válido para as próximas duas épocas, sendo que o mesmo já foi comunicado à CMVM.
Confira o comunicado:
«A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que chegou a acordo com o André Villas Boas, para a celebração de um contrato de trabalho, como treinador da sua equipa principal de futebol, para época desportiva 2010/2011 e 2011/2012.»
Aos 32 anos, André Villas Boas, chega assim ao comando técnico de um "grande", depois de na época passada ter dado início à sua carreira como treinador principal, ao serviço da Académica, tendo terminado o campeonato na 11ª posição.
Villas Boas será oficialmente apresentado na sexta-feira, pelas 13h00, no Estádio do Dragão.
Ainda não tinha lido estas declarações de André Villas Boas, agora que vi esta noticia no jornal Record (de ontem), o que eu me fartei de rir... «O treinador da Académica, André Villas-Boas, revelou que foi apanhado de surpresa pelo comunicado do Sporting à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), onde era dada a informação de o jovem técnico não seria treinador dos leões em 2010/2011. "Compete-me a mim defender aquilo que aconteceu e os interesses da Académica. O termo 'palhaçada' que utilizei é forte, do Norte, e foi levado a mal por muita gente, mas 'especulação jornalística' já não o foi, tal como surgiu no comunicado do Sporting", disse, mostrando tristeza por já não ir para Alvalade, pelo menos na próxima temporada. "O sonho de qualquer treinador é chegar a um grande. Claro que o comunicado do Sporting me apanhou de surpresa. Parece-me que para o Sporting já não tenho hipóteses de ir e com muita pena minha", afirmou Villas-Boas, à margem da antevisão do encontro com o V. Setúbal.»
Na sequência das notícias que têm apontado André Villas Boas, como próximo treinador do Sporting na próxima época, os "leões" garantiram hoje ao final da tarde, em comunicado à CMVM, que o técnico da Académica não será o sucessor de Carlos Carvalhal na próxima época.
"Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, e na sequência da especulação jornalística que se tem verificado sobre quem irá suceder a Carlos Carvalhal no comando técnico da equipa profissional, a SPORTING – Sociedade Desportiva de Futebol, SAD vem informar o mercado de que o actual treinador da Associação Académica de Coimbra – OAF, André Villas-Boas, não será o treinador do Sporting para a época 2010/2011.
Lisboa, 5 de Abril de 2010
O Conselho de Administração"
Carlos Carvalhal não será treinador do Sporting na próxima época, nada que já não se esperasse, mas agora já é oficial. Em comunicado à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), os "leões" confirmam que não vão renovar contrato com Carlos Carvalhal, que expira a 30 de Junho próximo.
Se esta notícia já não apanhou ninguém desprevenido, o nome mais provável para suceder a Carlos Carvalhal também dificilmente o fará. André Villas Boas deverá ser o treinador do Sporting na próxima época, com os "leões" a terem que desembolsar cerca de 500 mil euros da cláusula de rescisão.
Com uma época decepcionante, o Sporting parece começar a concentrar-se na planificação para a temporada 2010/2011. O actual treinador, Carlos Carvalhal, com contrato até ao final da presente temporada, foi a solução encontrada pela SAD leonina, depois de gorada a tentava de garantir os préstimos de André Villas Bolas, actual técnico da Académica, mas parece cada mais evidente que o clube de Alvalade irá trocar novamente de treinador no final da temporada, dando assim o primeiro passo na planificação da nova época. Assim sendo, o jornal O Jogo, volta a colocar o nome de André Villas-Boas, como o principal "alvo" da SAD leonina e o actual técnico da briosa parece receptivo à hipótese de comandar os "leões", sendo que gostaria de ver o processo resolvido o mais depressa possível para poder planificar a próxima temporada com o máximo de antecedência, sem prejuízo, no entanto, do trabalho que realiza em Coimbra e de onde só admite sair no fim desta época desportiva.
Data: 19-11-2005.
Jogo: Chelsea vs Newcastle.
ORGANIZAÇÃO OFENSIVA:
Equipa organizada em 4x4x2 ou 4x4x2 losango. Esquema inconsistente, mas com bons resultados. Motivação + grande espírito. Muita vocação ofensiva e agressividade, sempre com pensamento de jogo atacante e de manter o ritmo alto. A construção de jogo é sempre rápida e objectiva, com momentos de posse explosiva ou jogo directo para Michael Owen em profundidade. Incrível eficiência na 4ª fase e poder de fogo tremendo com dois dos melhores avançados do mundo (cruzamentos!!!).
Construção de jogo curto tem o 1º passe para os centrais. São extremamente vulneráveis na 1ª fase quando sob pressão. Boumsong comete erros básicos ao fazer o 1º passe para Scott Parker ou Emre. Construção de jogo longo é uma ameaça. Shay Given põe a bola com precisão na cabeça do Alan Shearer. Objectivo é sempre servir o movimento de Owen (já está a correr quando a bola ainda está no ar). As segundas bolas são muito agressivas com Emre e Parker a reagirem rapidamente e a organizarem desde logo o jogo.
Da 2ª para a 3ª fase, há um padrão na construção do jogo. Normalmente envolve uma abordagem mista de jogo directo com posse de bola e jogo curto. Os centrais gostam de jogar nos laterais, para que estes corram com bola. Se o espaço for apertado, o Owen vai fugir para os flancos (normalmente o lado direito) para receber. Outro padrão é quando o Emre e o Parker descem para receber a bola e pô-la em profundidade nos avançados. (Ambos com boa visão de jogo – importante retirar profundidade).
Pela natureza do sistema de jogo, um dos médio-centro envolve-se em penetrações pela zona central. Normalmente é o Emre – importante estar atento ao lado direito.
Solano raramente abre na linha. Prefere actuar como 3º médio, entre linhas, atrás dos avançados. Chega com bom timing nas costas dos defesas, pelo que liberta os avançados, com passes perigosos entre as nossas posições. Quando não consegue fazer isso, por a defesa estar apertada, dá espaço para a entrada de Stephen Carr que vem de trás para cruzar (importante a acção do nosso extremo na cobertura).
No outro lado, N’Zogbia é um extremo puro. Dá largura, recebe a bola aberto na esquerda. Ataca os laterais. Incrível qualidade no 1x1. Domina todos os tipos de comportamento para um extremo. Grande qualidade nas diagonais quando Shearer desce até ao meio-campo. Aparece bem ao 2º poste para finalizar.
Esperar sempre combinações entre os 2 avançados, Shearer e Owen. Muita agressividade e velocidade.
Nos momentos em que Owen abre na linha, Shearer recua para lhe dar a bola. Eles dominam esta rotina, pelo que é importante para nós termos mecanismos de defesa (centrais a fechar bem por dentro) para as segundas bolas enviadas por Shearer(tanto de cabeça como segurando o defesa, virando-se e fazendo o passe). Os movimentos do Owen são imprevisíveis, porque tanto podem acontecer nas costas como na cara da defesa. É importante antecipar mas com certeza na decisão.
Cada cruzamento é uma situação perigosa. É por isso que devemos evitá-los. O movimento normal é de ataque diagonal. Owen surge ao 1º poste vindo do 2º (golos frente ao Blackburn e ao West Brom). Shearer gosta de atacar na marca do penalty (usa o corpo e a força para se libertar dos defesas).
TRANSIÇÃO OFENSIVA:
Mudança de atitude rápida e agressiva. Movimentação de Owen em profundidade é a principal ameaça. Da zona defensiva, preocupam-se em vê-lo e pôr a bola nas nossas costas imediatamente. Quando não podem começar logo o ataque, dão inicio à posse de bola, com Emre e Parker como referências para a organização.
Incrível dinâmica colectiva. Avançam rapidamente e com apoios. Particularmente o central que vem detrás, que sobe para meter a bola na área.
Na defesa, cometem erros e acusam tremendamente a pressão dos adversários – Momento ideal para matar a construção e explorar!
Transições do Guarda-Redes. Passe longo imediato para as costas ou contra-ataque para as alas ou para o central em jogo curto. Importante bloquear ou antecipar.
ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA
Equipa organizada como um bloco médio. Grande vocação ofensiva deixa-os expostos ou com desvantagem numérica – quando perdem a bola, há muitos jogadores fora das posições. Equipa que mistura agressividade com passividade, dependendo do opositor. Às vezes parece que dão iniciativa. Quando acreditam terem o jogo controlado, rapidamente mudam de atitude.
Podemos ser bem sucedidos na construção de jogo longo, se jogarmos pelas alas ou pelo centro antes da zona dos centrais, onde Parker e Emre estão. Estas situações permitem ganhar a 1ª bola no ar e tirar vantagem daí.
Pressão do meio-campo depende do sistema usado. Se jogarem no 4x4x2 clássico, o comportamento tem dois momentos distintos: 1) na 1ª e 2ª fase, se o opositor joga a bola pelo meio-campo, pressionam forte e obrigam a errar. 2) quando o opositor já está no ataque, não pressionam tanto e deixam ficar o bloco compacto, com muita gente no centro, à espera de erros. Se jogarem em losango, vão ser muito mais agressivos, o espaço no centro do terreno é menor e jogar pelo meio envolve mais riscos de perder a bola (por outro lado, os nossos centrais têm mais liberdade para jogar).
Defesa altamente inconsistente tanto em termos individuais (Boumsong principalmente!) como em termos de coordenação colectiva. Misturam marcação à zona com marcação individual do Boumsong. Por andar atrás dos avançados, raramente dá cobertura ao Babayaro, pelo que ficam mais fracos do lado esquerdo. Com o Babayaro importa usar o drible, ritmo e explosão nas mudanças de direcção, porque é lento a reagir. 1x1 fácil!
Given é inconstante. As segundas bolas de cruzamentos ou remates são frequentes, por isso é importante os avançados acreditarem e aparecerem ali.
TRANSIÇÃO DEFENSIVA - APÓS PERDER A POSSE DA BOLA:
Mudança de atitude média, mas a equipa está muito partida, principalmente do lado direito onde têm dois jogadores que não conseguem recuperar rapidamente as posições (Carr e Solano). Isto obriga o Parker a ser o único a cobrir as nossas transições, mas é muito espaço só para ele sozinho.
Na esquerda, N’Zogbia tem uma transição defensiva excelente e recupera rápido ou fecha no meio-campo- isto acentua a importância de matá-los no lado direito.
A defesa pode ser posicionada alta no campo. Há espaços nas costas, que podemos explorar. Podem tentar o fora-de-jogo, mas muitas vezes com maus timings e maus julgamentos por parte dos 2 centrais.
BOLAS PARADAS - A FAVOR:
Provável jogada estudada no pontapé de saída. Bola longa para os avançados ou extremos.
Livres laterais metidos na área pelo Emre, N’Zogbia ou Solano. Todos têm capacidade para cruzar bem. Normalmente 4 jogadores atacam a bola na diagonal + uma entrada mais tarde de um dos 2 jogadores que ficam à entrada da área. Movimentos perigosos de Owen e Shearer. Qualidade nas segundas bolas fora da área- remates imediatos – importante parar!
Muitas opções nos livres frontais (atenção às combinações também). Indirectos são um toque para o remate forte e preciso do Shearer. (atenção).
Emre pode meter a bola a contornar a barreira para o poste mais longe do GR e do lado esquerdo o Solano pode fazer o mesmo. Atenção ao Owen nas segundas bolas!
Os cantos são batidos pelo Emre, Solano ou N’Zogbia. Não só nas diagonais, há jogadores a aparecerem ao 2º poste (Titus Bramble principalmente)! O Owen tenta atrapalhar o GR, mas pode aparecer ao 1º poste também. Shearer é sempre ameaça. Atenção às combinações com o Carr. Ele fica atrás, mas se adormecermos ele aparece perto e cruza de primeira à procura da surpresa.
Lançamentos laterais longos são perigosos com o Carr a meter no Shearer, na área, que ou finaliza ou mete no Owen. Este sempre nas segundas bolas!
BOLAS PARADAS - CONTRA
Nos livres laterais eles põem dois jogadores na barreira (não saltam), N’Zogbia no espaço, não deixam ninguém na frente mas são rápidos no contra. Todos os outros marcam homem-a-homem.
Nos livres frontais põem 5 homens na barreira (não saltam). Põem um jogador livre, fora da área, para evitar combinações. Não fica ninguém na frente. Os outros marcam homem-a-homem.
Nos cantos, Carr no primeiro poste e Solano no outro. N’Zogbia fica no espaço entre o canto e o primeiro poste. Owen e Emre ficam fora da área. As transições começam com eles - importante controlar o movimento deles se perderemos a bola.
Se o Shearer for o homem a ficar no espaço, explorar menos um homem alto na marcação. Podemos tirar partido das bolas paradas!
Given fraco nos cruzamentos. Frequentemente soca a bola para limpar o lance.
OUTRAS OBSERVAÇÕES:
Luque está de fora agora, mas talvez ainda recupere (banco provável).
Equipa em bom momento. Motivado e finalmente a encontrar equilíbrio. Importante manter atenção à alta intensidade de jogo.
Muita rapidez e alerta nas segundas bolas – depois de ganharem a bola têm soluções e tentam meter no Owen em velocidade.
Más transições defensivas e bolas paradas. Deixam jogadores atrás para terem superioridade, mas não conseguem lidar com o contra-ataque no espaço. É ainda mais evidente do lado do Babayaro – podemos matá-los por aqui.
Substituições não implicam alteração do sistema. Mas o losango pode sempre ser opção para eles. Jogadores do banco têm qualidade técnica e podem decidir o jogo. Kieron Dyer e Lee Bowyer são dinâmicos e assumem sempre os papéis que fazem uso da mobilidade. Ameobi é uma ameaça no ar e bolas paradas. Luque tem técnica.
Owen persegue as bolas perdidas e os passes atrasados para o GR (grande perigo)!
Texto: Tiago Pereira.
Fonte: Mister André Villas-Boas.
In: www.academia-de-talentos.com
A Académica já confirmou que André Villas Boas vai permanecer em Coimbra, tal como ABOLA.pt noticiou em primeira mão, depois de não ter chegado a acordo com o Sporting para a mudança do treinador para Alvalade.
«A Académica e o Sporting não chegaram a acordo para a transferência do técnico para Alvalade, pelo que Villas Boas irá assim permanecer em Coimbra», pode ler-se em comunicado emitido pelo site oficial da Briosa, no qual se garante que André Villas Boas «continuará a desenvolver o bom trabalho que tem feito no clube, com a mesma vontade e empenho».
O próprio, citado pela mesma fonte, confirma isso mesmo: «Fiquei muito honrado com o interesse do Sporting mas qualquer decisão do presidente da Académica seria tida em conta por mim, uma vez que me sinto perfeitamente integrado no projecto que me foi proposto.»
In: A Bola
Aos 32 anos e a iniciar a sua carreira como técnico principal, André Villas Boas, actualmente treinador da Académica, é ao que tudo indica o treinador eleito por José Eduardo Bettencourt, para ocupar a vaga deixada em aberto por Paulo Bento. Segundo a imprensa, os dois já se terão encontrado e faltarão ainda definir alguns pormenores, para que o antigo colaborador de José Mourinho possa ser apresentado como técnico do Sporting. A trabalhar junto de Bettencourt está Sá Pinto, que ao que tudo indica, fará parte da direcção do futebol do Sporting.
Imagem: A Bola
A Académica aposta em André Villas Boas, para suceder a Rogério Gonçalves, no comando técnico dos "estudantes". André Villas Boas era o adjunto de José Mourinho no Inter, acompanhando-o nas passagens pelo FC Porto e Chelsea e é agora a aposta da direcção da Académica, para tirar o clube do último lugar.
Trabalhar com um dos melhores treinadores do Mundo, terá com certeza sido uma vantagem para André Villas Boas, que poderá trazer uma boa bagagem de conhecimentos, veremos agora se conseguirá colocá-los em prática na sua primeira experência como treinador principal.
