O treinador do Barcelona, Pep Guardiola, esteve esta manhã na sala de imprensa do Nou Camp para revelar a lista de convocados para o jogo de amanhã com o Maiorca, a contar para a 6ª Jornada da Liga BBVA.
A grande novidade da convocatória é a ausência de Xavi Hernandez, que irá ficar afastado dos relvados durante 10 dias para descansar e debelar por completo uma lesão no tendão de Aquiles.
Para além da lista de convocados, Guardiola revelou também que o encontro com o seu ex-companheiro Brian Laudrup (treinador do Maiorca) vai ser "emocionante para os dois", acrescentando que "jogar com o Laudrup era magnífico, pois ele fazia coisas muito espantosas com uma bola nos pés".
O encontro entre o Barcelona e o Maiorca está marcado para as 18h00 (hora de Portugal Continental) de amanhã, no Estádio Nou Camp, na cidade condal.
José Mourinho revelou o que disse a Pep Guardiola no decorrer da intensa meia-final da Liga dos Campeões no Camp Nou há um ano. O Inter tinha ganho em San Siro por 3-1 e defendia a vantagem com unhas e dentes em Barcelona quando Tiago Motta foi expulso. Um cartão vermelho que foi festejado no banco do Barça como se fosse um golo. O treinador catalão quis aproveitar de imediato a vantagem numérica e pediu a Ibrahimovic para entrar. Foi nesta altura, quando Guardiola dava instruções ao avançado sueco, junto à linha, que Mourinho quebrou todas as regras. Levantou-se do banco, aproximou-se dos dois adversários e puxou o ombro de Guardiola para lhe dizer qualquer coisa ao ouvido. O que lhe disse ficou no segredo dos deuses até esta sexta-feira. O treinador do Real Madrid foi convidado do programa Informe Robinson, do Canal +, e contou o que segredou ao ouvido do rival. "Quando expulsaram Motta o banco do Barça saltou de alegria e parecia que o jogo tinha acabado, por isso aproximei-me e disse ao Pep que pensavam que era fácil, mas que ainda nada tinha acabado", contou! (Maisfutebol)
Recorde o momento:
No jogo contra o Arsenal, mais uma vez o técnico Guardiola armou seu time num esquema tático mais próximo do 4-4-2 que do 4-3-3. Ele vem ensaiando isso desde o ano passado, seja com Iniesta fazendo o papel de meia-atacante pela esquerda, seja com Pedro na mesma função pela direita. Messi foi definitivamente deslocado para o centro. Não que o esquema não funcione. Funciona e bem. Mas é a mudança de um esquema que já é tradição no Barcelona: o 4-3-3.
Com as contusões de Iniesta, ainda em 2009, Guardiola começou a colocar Keita como volante marcador no lado esquerdo do meio-campo. Com o tempo, Keita tornou-se titular. O time passou a atuar sempre com dois volantes de marcação: Keita e Yayá Touré. Na continuidade de seu trabalho, Guardiola promoveu Sergio Busquets para o lugar de Touré como volante centralizado. Sem entrar nas convicções de Guardiola, considero Touré mais jogador que Busquets.
Com esses novos elementos, Guardiola passou a variar o tradicional 4-3-3 com o 3-3-1-3 (ou 3-3-2-2), o 3-4-3 e, finalmente, com o 4-4-2.
O 4-3-3 teve, primeiramente, Abidal na lateral esquerda e o trio Henry, Ibrahimovic e Messi no ataque.
Esse esquema permitia uma variação para o 3-3-1-3 (ou 3-3-2-2), com Abidal recuado para a defesa e Daniel Alves, Touré e Keita à frente de três defensores. Xavi como armador e Iniesta combinando as funções de meia e atacante atrás de dois homens de frente (por vezes Henry e Messi, Ibrahimovic e Messi, Pedro e Henry etc., dependendo dos jogadores disponíveis).
Outra variação era o 3-4-3, com um losango no meio-campo. Assim, teríamos Daniel Alves como meia pela direita, Keita como volante/meia pela esquerda, Busquets como volante centralizado e Xavi como armador na ponta ofensiva do losango. Iniesta como meia-atacante caindo pela esquerda, quando Messi está no time, ou pela direita, quando Messi não está e entram Pedro, Henry ou Ibrahimovic.
E, finalmente, Guardiola tem utilizado com frequência o 4-4-2. Pode ser com o desenho de um quadrado no meio-campo (dois volantes e dois meias), como contra o Dinamo Kiev,
ou uma linha de quatro, como contra a Internazionale
e contra o Arsenal.
Nesse 4-4-2, os laterais atacam quase todo o tempo, já que o time está mais protegido pelos dois volantes de marcação. E há sempre uma variação para o 4-3-3, uma vez que o Barcelona tem muita posse de bola e pressiona o adversário no campo defensivo. Um jogador de meio (Iniesta ou Pedro, no caso dos exemplos citados) sempre caem pelas extremas para dar opção de jogada. Os laterais aparecem para trocar bolas no meio-campo e também chegam ao fundo para cruzar. Na prática, o 4-3-3 continua vivo, mas precavido.
Por Marcelo Costa, do Esquemas Táticos.
De Mourinho a Guardiola. A divisão do “mundo futebolístico” a partir de diferentes expressões, estilos e personalidades. O sagrado e o profano
By: Luis Freitas Lobo
In: www.planetadofutebol.com