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Barcelona: Pep Guardiola revela que o encontro com Brian Laudrup vai ser "emocionante"

Publicada por João Miguel Pereira domingo, 3 de outubro de 2010 0 golos

O treinador do Barcelona, Pep Guardiola, esteve esta manhã na sala de imprensa do Nou Camp para revelar a lista de convocados para o jogo de amanhã com o Maiorca, a contar para a 6ª Jornada da Liga BBVA.

A grande novidade da convocatória é a ausência de Xavi Hernandez, que irá ficar afastado dos relvados durante 10 dias para descansar e debelar por completo uma lesão no tendão de Aquiles.

Para além da lista de convocados, Guardiola revelou também que o encontro com o seu ex-companheiro Brian Laudrup (treinador do Maiorca) vai ser "emocionante para os dois", acrescentando que "jogar com o Laudrup era magnífico, pois ele fazia coisas muito espantosas com uma bola nos pés".

O encontro entre o Barcelona e o Maiorca está marcado para as 18h00 (hora de Portugal Continental) de amanhã, no Estádio Nou Camp, na cidade condal.

Mistério finalmente revelado

Publicada por Tiago Nogueira sexta-feira, 24 de setembro de 2010 0 golos

José Mourinho revelou o que disse a Pep Guardiola no decorrer da intensa meia-final da Liga dos Campeões no Camp Nou há um ano. O Inter tinha ganho em San Siro por 3-1 e defendia a vantagem com unhas e dentes em Barcelona quando Tiago Motta foi expulso. Um cartão vermelho que foi festejado no banco do Barça como se fosse um golo. O treinador catalão quis aproveitar de imediato a vantagem numérica e pediu a Ibrahimovic para entrar. Foi nesta altura, quando Guardiola dava instruções ao avançado sueco, junto à linha, que Mourinho quebrou todas as regras. Levantou-se do banco, aproximou-se dos dois adversários e puxou o ombro de Guardiola para lhe dizer qualquer coisa ao ouvido. O que lhe disse ficou no segredo dos deuses até esta sexta-feira. O treinador do Real Madrid foi convidado do programa Informe Robinson, do Canal +, e contou o que segredou ao ouvido do rival. "Quando expulsaram Motta o banco do Barça saltou de alegria e parecia que o jogo tinha acabado, por isso aproximei-me e disse ao Pep que pensavam que era fácil, mas que ainda nada tinha acabado", contou! (Maisfutebol)

Recorde o momento:

Barcelona: o fim do 4-3-3?

Publicada por Esquemas Táticos quinta-feira, 1 de abril de 2010 0 golos

No jogo contra o Arsenal, mais uma vez o técnico Guardiola armou seu time num esquema tático mais próximo do 4-4-2 que do 4-3-3. Ele vem ensaiando isso desde o ano passado, seja com Iniesta fazendo o papel de meia-atacante pela esquerda, seja com Pedro na mesma função pela direita. Messi foi definitivamente deslocado para o centro. Não que o esquema não funcione. Funciona e bem. Mas é a mudança de um esquema que já é tradição no Barcelona: o 4-3-3.

Com as contusões de Iniesta, ainda em 2009, Guardiola começou a colocar Keita como volante marcador no lado esquerdo do meio-campo. Com o tempo, Keita tornou-se titular. O time passou a atuar sempre com dois volantes de marcação: Keita e Yayá Touré. Na continuidade de seu trabalho, Guardiola promoveu Sergio Busquets para o lugar de Touré como volante centralizado. Sem entrar nas convicções de Guardiola, considero Touré mais jogador que Busquets.

Com esses novos elementos, Guardiola passou a variar o tradicional 4-3-3 com o 3-3-1-3 (ou 3-3-2-2), o 3-4-3 e, finalmente, com o 4-4-2.

O 4-3-3 teve, primeiramente, Abidal na lateral esquerda e o trio Henry, Ibrahimovic e Messi no ataque.



Esse esquema permitia uma variação para o 3-3-1-3 (ou 3-3-2-2), com Abidal recuado para a defesa e Daniel Alves, Touré e Keita à frente de três defensores. Xavi como armador e Iniesta combinando as funções de meia e atacante atrás de dois homens de frente (por vezes Henry e Messi, Ibrahimovic e Messi, Pedro e Henry etc., dependendo dos jogadores disponíveis).



Outra variação era o 3-4-3, com um losango no meio-campo. Assim, teríamos Daniel Alves como meia pela direita, Keita como volante/meia pela esquerda, Busquets como volante centralizado e Xavi como armador na ponta ofensiva do losango. Iniesta como meia-atacante caindo pela esquerda, quando Messi está no time, ou pela direita, quando Messi não está e entram Pedro, Henry ou Ibrahimovic.

E, finalmente, Guardiola tem utilizado com frequência o 4-4-2. Pode ser com o desenho de um quadrado no meio-campo (dois volantes e dois meias), como contra o Dinamo Kiev,



ou uma linha de quatro, como contra a Internazionale



e contra o Arsenal.



Nesse 4-4-2, os laterais atacam quase todo o tempo, já que o time está mais protegido pelos dois volantes de marcação. E há sempre uma variação para o 4-3-3, uma vez que o Barcelona tem muita posse de bola e pressiona o adversário no campo defensivo. Um jogador de meio (Iniesta ou Pedro, no caso dos exemplos citados) sempre caem pelas extremas para dar opção de jogada. Os laterais aparecem para trocar bolas no meio-campo e também chegam ao fundo para cruzar. Na prática, o 4-3-3 continua vivo, mas precavido.

Por Marcelo Costa, do Esquemas Táticos.

As duas faces do futebol

Publicada por Futebol sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 0 golos

De Mourinho a Guardiola. A divisão do “mundo futebolístico” a partir de diferentes expressões, estilos e personalidades. O sagrado e o profano



A certo ponto de Casino, existe uma cena em que Robert de Niro, deixa claro a sua personalidade: “Repara bem, existem três formas de fazer as coisas: bem, mal ou…como eu as faço!”. Pouco importa agora que a personagem não tivesse grandes escrúpulos. O que está em causa, para perceber a chamada “terceira dimensão da vida” em que poucos entram, é o terceiro caminho. Pensemos, pois, em futebol.

A um treinador exige-se o que se pede a um líder: que nos leve por caminhos que só ele conhece. A melhor forma para ganhar admiração por um treinador é quando olhamos para a equipa a jogar, detectamos um estilo próprio e não temos dúvidas que tudo aquilo é obra sua. Podem ter, claro, diferentes formas de expressão, mas a sensação de personalidade forte é a mesma.

Mourinho e Guardiola têm trajectos de vida no futebol que vêm de longe. De locais distintos. Guardiola começou como apanha-bolas do Barça, quando o onze catalão vivia da fúria e a figura idolatrada de quem corria atrás quando o jogo acabava era um médio que parecia ter sido feito à navalha, o guerreiro Victor. Depois, jogou muito e andou na Equipa B. O resto é história. Mourinho surgiu no grande futebol visto como um mero tradutor do inglês Bobby Robson e antes andara como adjunto na Amadora ou a dar aulas perto de Setúbal. Depois, estudou muito, mostrou o que podia ser no U. Leiria. O resto, também é história.

Hoje parecem viver em pólos opostos em termos de método e discurso futebolístico. Dentro e fora do campo. Guardiola seguiu os ensinamentos de Cruyff e fundou a sua própria “igreja futebolística”. Os seus admiradores mais devotos vêm jogar o actual Barça com a bola de pé para pé, girando por todo o campo, nas botas de baixinhos loucos (Xavi, Inieta, Messi..) ganhando títulos atrás de títulos e dizem que tudo aquilo é “guardiolismo” puro. A grande vitória desta equipa é que nunca deixa cair o estilo, mesmo quando bate o minuto 85 e o golo não aparece. Pep não desespera e de pé junto ao relvado ouve-se a sua voz. “vamos, começamos outra vez!”. E outra vez. Até ganhar.

Mourinho pisa terrenos mais “minados”. Soube crescer em cada desafio que teve ou promoveu. Os chamados “mind games” não são mais do que puxar o jogo para aquilo onde é forte: a arte do conflito. Cresce com os inimigos, reais ou imaginários. Mas, em campo, as suas equipas endureceram o seu discurso (isto é, a forma de jogar). Ao contrário da obra de Guardiola, os projectos de Mourinho não tem qualquer hipótese de ganhar um concurso de beleza futebolística. O primado do músculo (do peso e da altura) por cima do talento puro, gera equipas que pisam forte mas que, depois, têm dificuldade em falar “ao ouvido” à bola. A capacidade de sedução de Mourinho permanece mas o charme discreto com que abria o guarda-chuva antes dos primeiros pingos começarem a cair tem agora de resgatar a tal sensação de estar a guiar-nos por caminhos que só ele conhece. Como fez no Porto ou no Chelsea. A capacidade de reinvenção é o segredo para os grandes líderes (treinadores e suas equipas) manterem-se sempre no top.

Não sei se daqui a alguns anos, Guardiola, noutro casulo estilístico, também chegará a este “beco da personalidade”. Hoje, os dois vivem, na transmissão de emoções, em pólos opostos. Mourinho joga “contra o mundo”. Guardiola joga “empurrado pelo mundo”. O Inter joga de sobrolho carregado. Bolas mais divididas, músculo, pressão, arrombando defesas. O Barça joga com um sorriso solto. Bolas que passeiam na relva, passe, desmarcação, hipnotizando defesas.
O fundamental, no longo caminho, é nunca trair um estilo, mesmo no dia em que de repente, quando já sabíamos todas as respostas, a vida mudou todas as perguntas. No futebol isso sucede muitas vezes. É então que não interessa fazer bem ou mal. Interessa, como De Niro, fazer as coisas como…“eu as faço”. E ganhar. Ou perder.

By: Luis Freitas Lobo
In: www.planetadofutebol.com

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