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A zona pressing tem defeitos?

Publicada por João Henrique T.L.C terça-feira, 2 de março de 2010 4 golos

Já abordamos sete posts referentes à zona pressing, e em todos os tópicos deixamos sempre implícita (e às vezes explicita) a idéia de que a zona pressing seja “perfeita”. Contudo, vasculhando a vasta (nem tanto) literatura sobre futebol, encontrei algumas criticas, de três autores distintos, sobre a zona pressing:

Faria (2003): Exige elevados índices de concentração para reagir rapidamente às alterações de mentalidade;

Mourinho (2003): A forte transição pode ser confundida com agressividade por parte da arbitragem; Se a pressão não recuperar a bola na primeira fase e, caso a equipe adversária consiga ultrapassar a primeira linha defensiva, esta pode explorar 40m de terreno livre atrás da linha defensiva; Equipe fica mais frágil nas mudanças de flanco;

Castelo (2003): Requer uma leitura constante das situações momentâneas do jogo e antecipar as ações adversárias; Requer execução constante de ações de compensação e permuta podendo não haver o tempo necessário para o reequilíbrio eficaz da organização defensiva; Requer um elevado espírito de equipe, trabalho árduo e uma elevada cooperação entre os jogadores;

Esse tópico é importante para sabermos que tudo tem seus lados negativos, defeitos, ineficácias etc, não devemos ficar alienados com uma única idéia de modo que só acreditemos nela e que ela represente todas as verdades. E apesar dos defeitos, a zona pressing ainda se sobressai em relação às outras.

Também é pertinente notarmos que outros autores podem observar outros defeitos, tudo passa pela visão de cada respeitando o todo.

PS: Ainda editarei para colocar as referencias.

A incapacidade em se sair do pressing

Publicada por João Henrique T.L.C segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010 0 golos

Interessante notar que na maior parte das vezes que uma equipe (especialmente no Brasil) que faz pressing, recebe como resposta adversária o “chutão”. Então o jogo acaba por se tornar um pressionar para que o adversário chute, se livre da bola enfim devolva-a da maneira menos arriscada possível.

Impossibilitadas de sairem do pressing do adversário (ou por não saberem como o fazerem), outras equipes respondem realizando mais pressão, resultando em duas equipes que lutam sem parar (desregradas) pela bola e quando a tem não sabem o que fazer com ela.

Segundo Valdano desapareceram os espaços livres e consequentemente o tempo para pensar. Agora todos pressionam com maior ou menor organização.

No Brasil muitas equipes exercem pressão alta sobre a bola e tem nessa estratégia característica importante na sua forma de jogar. O problema é que essa pressão muitas vezes não faz parte da arquitetura coletiva da equipe; é uma pressão individual. Como é individual, torna-se difícil admitir que o chutão seja a melhor opção para vencê-la (a pressão).

Em algumas equipes brasileiras, argentinas e européias a pressão individual dá lugar a uma pressao coletiva; o que torna mais difícil a circulação da bola pela defesa adversária e por algumas vezes pode justificar o chutão como alternativa. Como o “muitas vezes” não quer dizer “sempre”, e como o chutão não é estatisticamente a ação mais eficiente para êxitos ofensivos, foram aparecendo especialmente nas equipes holandesas, inglesas e espanholas, estratégias de anti-pressing.

Na maioria das ações de pressing a equipe que a realiza consegue vantagem numérica na região próxima a bola, com limitação espaço-temporal imposta ao jogador que tem a posse da bola. Há também proteção organizada de áreas de jogo de maior importância e desequilíbrios controlados e propositais de regiões (posições de campo) tidas como menos valiosas – que ficam “menos cobertas”.

Essas regiões não sofrem ou sofrem menos pressão e tem portanto uma característica importante: possibilitam ações com bola de trânsito menos turbulento e congestionado.

Na prática, essas regiões de menor pressão acabam na maioria das vezes, presentes em faixas do campo opostas horizontalmente (em largura) àquelas que estão recebendo pressing (quando o pressing ocorre em profundidade). Quando o pressing é em largura, essas regiões acabam na maior parte das vezes ocorrendo entre a linha de zagueiros e a do goleiro.

É claro que a idéia de tirar a bola da pressão, fazendo-a trocar de faixas do campo de jogo (da esquerda para a direita e da direita para a esquerda), com mobilidade vertical e horizontal é algo mais elaborado do que seqüências de chutões. Mas pode também ser mais eficiente no início da construção de ataques subseqüentes.

Obviamente também que alcançar novas possibilidades como criar estratégias para retirar a bola da zona de pressão e possibilitar construções de jogo mais consistentes necessita de uma compreensão do jogo mais elaborada e real. E isso custa mais (mais planejamento, mais conhecimento, melhor trabalho).
Referências Bibliográficas:

Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.

A TÁTICA DO CHUTÃO - Texto do professor Rodrigo Leitão.

Bom, acredito que tenhamos terminado teoricamente as bases do pressing, pois não devemos fechar um assunto e acharmos que já sabemos tudo sobre ele, sendo assim, o tratamento do tema pressing continuara aberto, contudo, iremos explorar, agora, outros temas.

Quais são as formas de se fazer pressing?

Publicada por João Henrique T.L.C sábado, 23 de janeiro de 2010 0 golos

Mourinho ao ilustrar esta temática de zona pressing, destaca o Milan, contra quem teve um duelo para a Supertaça Europeia: A zona pressionante deles é fantástica, assenta num conceito completamente diferente do nosso. E explica: Enquanto que o Milan, com três linhas, faz pressão em largura, nós com seis, procuramos fazer pressão em profundidade. Isto vai de encontro o que Amieiro reitera: A zona pressing pode ser posta em prática onde e quando uma equipe desejar. Concordamos com esta leitura, porque não implica que a zona pressing tenha que ser adiantada no terreno, pois pode-se atacar determinados espaços de acordo com o que se pretende a posterior, ou seja, para atacar melhor.

No Chelsea a eficácia do pressing de Mourinho persiste pois para Lobo a pressão em profundidade executada pelo Chelsea, num movimento sublimado pelo trio do meio campo Makelele-Lampard-Gudjohnsen, apoiado, na recuperação, pelos alas Robben-Duff. Todos eles pressionam na vertical, dominando espaços e vigiando marcações. A tentativa de recuperação da bola contempla sempre, ao mesmo tempo, o que fazer com ela a seguir, mal se recupere a sua posse.

A zona pressing do Porto e Chelsea de Mourinho se exercia em profundidade e utilizava um número superior de linhas [2x2x1x2x2 (4x3x3 ? - 5 Linhas) ou 2x2x1x2x1x2 (4x4x2 ? - 6 Linhas)], em comparação a do Milan de Anceloti [4x4x2 (3 Linhas) ou 4x1x3x2 (4 Linhas)] exercida em largura e com menor numero de linhas.

Valdano: No Milan de Sacchi a recuperação da bola era realizada nos corredores laterais porque a linha lateral funciona como mais um defensor. Assim, a equipe adversária embora tivesse a posse de bola, não possuia o controle do jogo, sendo na realidade vitimas transportadas até as proximidades de uma das linhas laterais, zona onde eram atacadas. Tratava-se de uma equipe astuta (porque pensava o jogo), dinâmica e generosa, que fechava o corredor central de forma a colocar o adversário numa rua sem saida (a linha lateral é como um muro), ao mesmo tempo que a defesa avançava massivamente (equipe compacta) para colocar a equipe adversária em situação de fora de jogo, funcionando este como um principio de jogo.

Referências Bibliográficas:

Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos

Ps: Excepcionalmente hoje a coluna foi postado no sabado, a partir da proxima semana as postagens permanecem todas as segundas.

Quais são os tipos de pressing?

Publicada por João Henrique T.L.C segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 0 golos

Existem três tipos de pressing:

Pressing Baixo: Defende-se perto da nosso gol, deixando o adversário ter o controle do jogo. Neste caso a nossa equipe, em termos ofensivos, adota uma estratégia de contra-ataque, visto que existe muito espaço nas costas da defesa do adversário.

Pressing Médio: Normalmente deixa-se o adversário sair jogando, mas evita-se que este ultrapasse o meio campo com a bola dominada. Nesta situação, o dominio é repartido e existe algum espaço quando a equipe recupera a posse de bola.

Pressing Alto: Defende-se o mais perto possivel do gol adversário. Impede-se que o adversário consiga construir o seu jogo. Nesta situação existe grande risco de contra-ataques adversários devido ao espaço existente nas costas da nossa defesa.

A utilização de um bloco baixo, médio ou alto nas ações coletivas de pressing poderão ser mais ou menos vantajosas consoante o entendimento de uma determinada forma de atacar, ou seja, não se mostra vantajoso a utilização de um pressing em bloco baixo se a equipe utiliza predominantemente o ataque posicional, neste caso o mais indicado seria o contra-ataque, visto a existência de um grande espaço para atacar nas costas da defesa adversária e a necessidade em fazer isso rapidamente para que a equipe adversária não se estruture defensivamente.

Para Amaral o pressing esta associado a forma como a equipe adversária constrói o seu ataque.

O pressing também esta associado as caracteristicas de nossa equipe e da equipe adversária, se a equipe inimiga circula bem a bola faz sentido utilizar um pressing alto para logo a recuperar e não ficar se defendendo nem se desgastando.

A utilização de um pressing baixo, médio ou alto também pode ser perspectivado por um prisma estratégico contextual, isto é, pode ser vantajoso atrair para o ataque, cedendo a posse de bola, uma equipe com dificuldades no momento de transição defensiva, no qual a estratégia se basearia em roubar a bola no nosso campo defensivo e se valer dessa falha de transição, para se tentar chegar ao ataque.

Mourinho em entrevista ao jornal A Bola justifica a utilização ou não do pressing alto, de acordo com as característica dos seus jogadores, ao revelar que depende da situação, e decifra: Quando se joga na frente com jogadores tipo Jankauskas ou Capucho, que não são jogadores propriamente muito rápidos em distâncias grandes, é importante pressionar mais alto, ganhar a bola no meio campo adversário de maneira a que esses jogadores joguem na zona onde são, de fato, mais perigosos. Por outro lado, se na frente tivermos jogadores tipo Derlei, Postiga ou Candido Costa, que são muito mais rápidos, se calhar é melhor não pressionarmos tão alto criando-se um pouco de espaço para a aceleração desses jogadores; deixando-se subir um pouco mais a defesa contrária.

Mourinho: Os jogadores chegaram a conclusão que preferem defender pressionando na primeira fase da construção do adversário... em dez/quinze metros [entenda-se pressionar alto], do que fundo juntarem as linhas atrás da linha de meio campo e fazerem investidas de trinta e quarenta metros para atrás e para frente em situação defensiva e em situação ofensiva.

Cruyff fala do pressing alto do Barcelona de Rijkaard: Parece que todos trabalham [entenda-se correm muito], mas na realidade correm muito poucos metros. Por isso estão aguentando tanto.

Referências Bibliográficas:

Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.

http://www.treinofutebol.net/images/Artigosfutebol/Marca%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20Zona.pdf - Site www.treinofutebol.net

Para que serve o pressing?

Publicada por João Henrique T.L.C segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 3 golos

Ao obsevarmos várias equipes a jogarem depara-se logo, com uma incontestável deturpação do pressing, porque o pressing é utilizado para neutralizar o adversário, mas que em nada acrescenta a (pretensa) iniciativa de jogo.

Para Cruyff no Milan de Sacchi ninguém dava pontapé para a frente [entenda-se jogo direto] (...) sabiam destruir mas, simultaneamente, concebiam jogadas com essa bola roubada.

A organização defensiva (pressing, por exemplo) de uma equipe deve estar contemplada de acordo como a mesma pretende ter a bola, ou seja, atacar.

Cruyff: Se eu tenho que defender todo o campo serei um mau defensor, porém se só tenho que defender uma casa sou muito bom. Tudo é relativo. Há sempre que ver o espaço que tens que defender e se ao teu lado há gente que te guarda as costas [entenda-se coberturas defensivas] é muito difícil que o adversário marque. O conceito de pressão é um principio básico em futebol que diz que quando tens a bola tens que abrir o campo [entenda-se campo grande] e quando a perdes tens que fechar [entenda-se campo pequeno]. E o que é fechar? É reduzir metros de tal maneira que nesse espaço só possa sobreviver a técnica.

Assim, ao optarmos por um determinado meio [entenda-se pressing] para obter a bola não será altura para refletir como sugere Valdano, pois já que investimos tanto tempo e esforço em roubar a bola ao adversário. Não haverá chegado o momento de perguntarmos que fazer com ela (bola) quando o conseguimos?. Eis uma pergunta simples a que muitos treinadores não se deram ainda o trabalho de responder!!! Senão corremos o risco do futebol não ser mais do que um jogo em que agora tiro eu e a seguir tiras tu, em que os brancos insistem em dar a bola aos vermelhos e os vermelhos a devolver aos brancos, um jogo de chutes para qualquer parte.

Mourinho: Irritam-me as equipes que na Liga Portuguesa e outras jogam e persistem em jogar defensivamente, jogam para não perder, não arriscam, marcam e abdicam de jogar para não sofrer, esquecem o espetáculo, não acreditam que a melhor forma de defender um resultado é controlando o jogo e a posse de bola, e que nas últimas jornadas em que a corda aperta no pescoço e o oxigênio comeca a rarear, libertam-se da filosofia, esquecem medos e tradições e jogam em todo o campo modificando radicalmente a sua catenaciana forma de jogar.

A tentativa de recuperar a bola (pressing) é muito mais do que meramente defender, é recuperar para ter a bola.

O atacar deve estar sustentado sob uma forma de defender, pois o futebol atual depende da capacidade de ter a bola [entenda-se posse de bola].

O pressing revela neste momento de perda de bola um papel fulcral na sustentação do equilíbrio da equipe, ou seja, no acelerar das ações de recuperações (da bola, posições, organização).

Mourinho: Estou cada vez mais convencido de que o momento chave para se defender bem e para se poder fazer zona pressionante é o momento da perda da posse de bola (...) são raras as equipes que sofrem gols quando estão bem posicionadas sob o ponto de vista defensivo. A maior parte dos gols e das situações de risco acontece em situaçõe de transição e, se assim é, penso que o momento da perda da posse é o momento crítico na organização defensiva.

Mourinho reforça a ponderação anterior ao referir que defender bem é defender pouco, é defender durante pouco tempo. Então é necessário ter a bola o mais tempo possivel e isso, é estar a maior parte do tempo com a iniciativa de jogo evitando assim a "a necessidade de estar em ações defensivas [propriamente ditas]".

Menotti: O problema é quando nos centramos em demasia na defesa, esquecendo por completo o como atacar.

Mourinho pensa que quando se possui a bola, também se tem que pensar defensivamente o jogo, mas igualmente válido numa situação defensiva, também se tem que estar a pensar o jogo de uma forma ofensiva e preparar o momento em que se recupera a posse de bola. Porque tal como Faria expõe: é importante ter a posse de bola se ela tiver um objetivo claro como, por exemplo, atacar. Posse de bola por si só não tem significado absolutamente nenhum se não tiver um objetivo claro.

A importância dos aspectos pós-recuperação da bola são evidentes e a
preocupação da sua possivel perda simultaneamente são evidenciados.

O pressing não pode ser visto como uma ação isolada, porque pertence a um todo, e como tal ocorre de uma relação organizada. O pressing carece de organização para se demonstrar regular, e a sua proporção vai influir nas outras partes (outros principios).

O pressing como parte de um todo, deve ter um papel preponderante para o realce desse mesmo todo, ou seja, a articulação de uma parte com as outras partes.

Mourinho revela nitidamente o que é mais importante para a sua equipe: a minha ideia tática principal passa por termos a noção bem clara da coisa mais importante no futebol moderno para além de marcar gols: ter a bola.

Para Ancelotti a posse de bola, se for efetuada de maneira estática e não tiver como objetivo a procura de um ataque eficaz, pode revelar-se uma arma com uma dupla vantagem porque da a possibilidade a equipe adversária de se organizar na fase defensiva e, uma vez reconquistada da bola, de responder com perigosos contra-ataques. Acrescenta ainda, que deve-se saber o uso que se faz da posse de bola.

O pressing tem que ser usado como um meio (recuperar a bolar para poder atacar), não como um fim (apenas se defender).

Referências Bibliográficas:

Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.

Como se executa o pressing (caracterização)?

Publicada por João Henrique T.L.C segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 0 golos

O método pressionante pode ser caracterizado, segundo Castelo, na seguinte configuração:

01-) Marcação rigoroso do adversário de posse de bola, sendo agressivo na procura da recuperação da posse de bola ou obrigá-lo a cometer erros no plano técnico-tático;

02-) Cada jogador evolui na sua zona de marcação, mas deverá deslocar-se para outras zonas concentrando-se nos espaços de jogo próximo da bola, marcando agressivamente zonas e jogadores adversários que possam dar continuidade ao processo ofensivo;

03-) Para obter uma maior concentração, diminui-se a pressão exercida aos atacantes que estejam posicionados em espaços longe da bola;

04-) Conduz o ataque adversário para um espaço de jogo próprio onde predomina a melhor capacidade da equipe em termos de recuperação da posse de bola;

05-) Toda a organização defensiva se desloca de uma forma homogênea e concentrada em função do deslocamento da bola;

06-) A comunicação verbal entre os jogadores deve ser constante, fundamentalmente quando os atacantes adversários conseguem mudar o angulo de ataque levando a bola para outro espaço de jogo;

07-) Elevado espírito de equipe, coordenação e solidariedade;

Para Toral o momento de realização do trabalho de pressing da equipe tem que ter referências claras para a sua execução. É importante saber quando se deve fazer o pressing, porque tem que ser claro onde se realiza para que seja vantajoso para a equipe. Para este treinador é bastante elucidativo a necessidade de realizar o pressing de uma forma que potencie os mais da sua equipe e não somente anular o adversário.

Então para que determinado hábito desponte, é preciso repeti-lo sistematicamente; assim o pressing para Comas é passível de treino para que seja exercido organizadamente (segundo uma ordem), para o qual ter jogadores de grande qualidade técnica, não é suficiente.

Referências Bibliográficas:

Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.

Pressing é o mesmo que defender zonalmente?

Publicada por João Henrique T.L.C segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 0 golos

O pressing não diverge conceitualmente da defesa zonal (embora não sejam propriamente a mesma coisa), em que a grande preocupação é fechar coletivamente os espaços de jogo de maior valor (próximos da bola), pois o cerne fundamental compromete-se com a agressividade com que esses espaços são atacados.

Lopez refere que é através da defesa a zona, que é possivel dominar os espaços mais adequados [entenda-se os espaços de maior valor] em função da posição da bola, e a pressão defensiva, que trata de aproveitar o dominio e a redução dos espaços para pressionar o portador da bola e os atacantes que o apoiam, salientando, serem dois aspectos intimamente relacionados em qualquer organização defensiva.

Romero sintetiza como sendo uma marcação coletiva a zona onde se encontra o portador da bola, e é esta a referência para toda a equipe, com aumento gradual de intensidade defensiva nessa zona para reduzir o tempo e o espaço adversário.

Cruyff refere que se pudesse estabelecer uma lista de mandamentos sobre futebol, um dos primeiros deveria dizer algo como: a pressão deve execer-se sobre a bola, não sobre o jogador.

Cabezon explica que a aplição da defesa a zona é impreterível para configurar um contexto de jogo facilitador de pressing.

O pressing é muito mais fácil de realizar com uma defesa a zona, porque a diferença esta na agressividade com que se atacam os espaços mais valiosos e o portador da bola, percebido que é através da impossibilidade de penetração nesses espaços mais valiosos por parte do adversário, que se coloca este em constrangimento espaço-temporal progressivamente crescente. É portanto evidente que a intenção fulcral deste tipo de ação é de condicionar fortemente o adversário, retirando a iniciativa de jogo, através da colocação do jogador em posse de bola, sob forte constrangimento espaço-temporal.

A defesa a zona, apresenta uma maior adaptabilidade aos problemas que o próprio jogo coloca sobre a defesa. Isto porque, coloca como referencial coletivo a bola (e mais concretamente as ações desenvolvidas a posteriori pelo jogador com bola), permitindo assim uma maior uma elasticidade de ações em função de um pensamento coletivo, e so assim é possivel agir com maior eficiência a tentativa de encurtar (em profundidade - longitudinalmente) e estreitar (em largura - transversalmente) o espaco de jogo (efetivo).

Referências Bibliográficas:

Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.

O que é pressing?

Publicada por João Henrique T.L.C segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 0 golos

Bom Dia, pessoal! Me chamo João Henrique, sou brasileiro, estudante de ensino médio e também estudo futebol pela internet, na nossa coluna postarei, todas as segundas, assuntos referentes ao futebol, quando falo futebol entendam a sua complexidade (físico, técnico, tático, mental). Estou aberto para sugestões e criticas, espero que gostem dos assuntos que tentaremos abordar. Vamos iniciar:

Algumas definições acerca do conceito de pressing:

Bonizzoni: Pressing é uma ação de opressão, executada em particular sobre o adversário com bola, de modo a retirar o espaço e tempo para agir. Não se trata de uma ação individual, mas de grupo ou coletiva . De salientar o espaço e o tempo como forma de colocar sobre máximo constrangimento a tomada de decisão dos adversários.

Moreno: Pressing é uma ação coletiva na qual os jogadores da equipe que o prática importunam sem cessar os jogadores da equipe adversária, em particular o portador da bola, limitando o seu espaço de ação e impedindo-o de atuar com tranqüilidade, com a intenção fundamental de recuperar a posse de bola ou simplesmente evitar a progressão da equipe contrária. Para isso, é imprescindível
conseguir um bloco homogéneo e compacto, mantendo pouca distância entre as diferentes linhas que compõe o bloco, porque é dificil levar a cabo o pressing de uma forma eficaz se existe uma grande distância entre elas. Acrescenta que nesta ação coletiva, todos os jogadores se devem deslocar para a zona da bola, para dificultar todas as possibilidades de passe.

Trapattoni: O pressing é uma ação de grupo na qual todos os jogadores atuam ao mesmo tempo, não importa quão perto ou longe estão da bola. Segundo este autor tem aplicacão sobre o portador da bola e na ocupação dos espaços próximos.

Cruyff: O conceito de pressão é um princípio básico em futebol que diz que quando perdes a bola tens que fechar [entenda-se campo pequeno]. E o que é fechar? É reduzir metros de tal maneira que nesse espaço só possa sobreviver a técnica. Trata-se simplesmente em atacar esses espaços de forma que só a capacidade individual dos adversários possa prevalecer.

Amieiro: O pressing é uma ação coletiva defensiva de opressão sobre o portador da bola, sendo que esta ação busca diminuir o tempo e espaço de ação do mesmo.

Leandro Zago: O pressing consistia de um dispositivo tático cujo objetivo era acuar intensamente o adversário para recuperar a posse de bola e não ceder em nenhum momento a iniciativa de jogo ao mesmo.

Rinus Michels: O pressing era um sistema de jogo em que todos os jogadores no campo atacam todo o tempo… ainda que não tenham a posse de bola!.

Depois de ter lido essas definições podemos tirar algumas máximas do que seja pressing:
- é uma ação coletiva e não individual;
- deve ser executada sobre a bola e não sobre o adversário;
- busca retirar espaço e tempo do adversário, em especial o portador da bola;
- num primeiro plano visa recuperar a posse de bola;
- é uma ação defensiva agressiva, na medida em que não espera o adversário errar para recuperar a bola;

Referências Bibliográficas:

Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.

http://futeboltatico.wordpress.com/2008/06/15/conceitos-de-pressing - Site de Leandro Zago.

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