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Stojkovic e Cardozo convocados para as respectivas selecções

Publicada por Gonçalo Nuno Oliv sexta-feira, 6 de agosto de 2010 0 golos

Vladimir Stojkovic, guarda-redes do Sporting, foi convocado pelo seleccionador da Sérvia, Radomir Antic, para o jogo particular com a Grécia agendado para a próxima quarta-feira, em Belgrado. Antic não efectuou qualquer alteração na convocatória em relação ao grupo que esteve no Mundial 2010, realizado em território africano.


Óscar Cardozo, avançado do Benfica, faz parte da lista de convocados de Gerardo Martino para o jogo contra a Costa Rica, que se realiza na próxima quarta-feira, em Assunção. O seleccionador paraguaio convocou 22 dos 23 jogadores que estiveram presentes no Mundial 2010. A única novidade é Osvaldo Martínez, que substitui o médio da Atalanta, Edgar Barreto, que se encontra lesionado. O encontro diante da Costa Rica vai também servir para os “guaranis” homenagearem o avançado Salvador Cabañas, baleado na cabeça no passado mês de Fevereiro.

FC Porto de “olho” em Iturbe

Publicada por Gonçalo Nuno Oliv domingo, 25 de julho de 2010 1 golos

Juan Manuel Iturbe, de apenas 17 anos, apelidado de “Novo Messi”, tem alguns emblemas europeus interessados nos seus serviços, e o FC Porto está dentro desse lote de clubes.

Real Madrid, AS Roma e Inter de Milão são alguns dos colossos europeus dispostos a resgatar o jovem paraguaio, de origem argentina, ao Cerro Porteño (Paraguai). Contudo, o Nápoles parece ser o clube mais bem posicionado para garantir o concurso do jovem atleta. (Ver Fonte)

Mundial 2010: Novo golo de Villa coloca Espanha nas meias-finais

Publicada por Futebol sábado, 3 de julho de 2010 1 golos


No último jogo dos quartos-de-final, a Espanha venceu o Paraguai, por 1-0, com o único golo do jogo a ser apontado por David Villa, o agora melhor marcador da competição, com 5 golos.

Bom começo do Paraguai, que criou perigo logo no primeiro minuto, contudo o remate de Jonathan Santana, à entrada da área espanhola acabou por sair fraco e Casillas defendeu com facilidade. Nos primeiros quinze minutos o Paraguai esteve muito bem, pressionando alto e de forma agressiva, conseguindo ter a bola em grande parte desse tempo, impedindo assim a Espanha de jogar como gosta. Pode dizer-se até, que a Espanha terá ficado algo surpreendida com a boa entrada do Paraguai, que entrou em campo com as suas linhas bem subidas no terreno e sem temer o seu adversário.

Aos poucos a Espanha começou a ter mais bola, jogando então no meio campo paraguaio e Xavi à passagem do minuto 29, assustou Villar, num excelente remate de fora de área do jogador do Barcelona, em que a bola saiu pouco por cima da trave. Volvidos cinco minutos a Espanha iria criar perigo de novo, num centro de Andrés Iniesta pela direita, mas Torres não chega a tempo. Era o melhor período da Espanha no jogo.

A um maior domínio espanhol, respondeu o Paraguai numa rápida transição ofensiva pelo lado esquerdo, com Valdez a centrar e Jonathan Santana a chegar ligeiramente atrasado. Muito perigo junto da baliza de Casillas.

Já perto do intervalo, o Paraguai marcou mesmo, por Nelson Valdez, mas o golo foi invalidado por pretenso fora-de-jogo. A mim pareceu-me uma má decisão, já que Valdez encontrava-se atrás de Piquet, talvez a posição de Cardozo fosse o motivo pelo qual foi assinalado fora-de-jogo.

O jogo chegou então ao intervalo empatado a zero.

O início da segunda parte foi algo confuso, com ambas as equipas a sentirem dificuldades em construir jogo, falhando vários passes.

Á passagem do minuto 59, grande penalidade assinalada a favor do Paraguai, que tinha assim uma boa oportunidade de se adiantar no marcador. Na sequência de um pontapé de canto, Piqué agarrou de forma ostensiva Óscar Cardozo, mas este chamado à conversão falhou, permitindo a defesa de Casillas.

Logo no minuto seguinte, foi a Espanha a beneficiar de uma grande penalidade, castigando uma carga de Alcaráz sobre David Villa. Chamado a marcar, Xabi Alonso introduz a bola na baliza de Villar, contudo Carlos Batres manda repetir, uma vez que havia jogadores espanhóis dentro da área. Na segunda tentativa, Xabi Alonso permite a defesa de Villar. Seguiram-se depois algumas jogadas de perigo para a Espanha, que estava por cima no jogo.

Aos oitenta e três minutos e quando o jogo parecia ter acalmado um pouco, a Espanha iria chegar ao golo. Grande jogada individual de Iniesta, que isola Pedro Rodriguez, este isolado perante Villar remata ao poste, mas David Villa na recarga faz o 1-0.

Nos últimos minutos houve duas boas ocasiões de golo, uma para cada lado, mas em ambas as ocasiões os guarda-redes evitaram o golo.

O jogo chegava assim ao fim com a vitória da Espanha, por 1-0. Os espanhóis estão assim nas meias-finais, onde irão defrontar a Alemanha.

Andrés Iniesta foi considerado o melhor jogador em campo.

Talvez a previsão que menos queria fazer, devido à Espanha ter ganho à equipa portuguesa...mas enfim jogo é jogo, e tenho de dar o mérito à Espanha que vai jogar contra a sensação do Mundial, o Paraguai. Duas equipas com a mesma ambição que têm o mesmo idioma, o espanhol e por isso vão-se entender... De um lado o poderio espanhol no ataque, por outro a força defensiva paraguaia, é das suas características fundamentais.

A poderosa Espanha está moralizada depois de ter ganho à sua rival, a equipa portuguesa e dizem eles terem "recomeçado" o mundial depois de uma agitação no principio da campanha. Uma baixa, para além de Albiol, é Javier Martínez no meio campo, mas nada que afecte a Espanha que vai alinhar provavelmente com o mesmo onze que teve contra Portugal. Uma nota para os adeptos espanhóis, é que a Espanha não perde, num campeonato do mundo, contra uma equipa sul-americana, desde 1986.

Do outro lado está uma equipa que tem a sua defesa como força na equipa, isto porque até agora só sofreu um golo - no jogo contra a Itália, quando De Rossi marcou - e por isso é um teste à paciência espanhola. É irónico dizer-se isto da Albirroja, mas estes jogam com 3 avançados na frente... por isso acredita-se que o jogo técnico e táctico vai prevalecer para os lados do Paraguai que vai tentar anular a equipa espanhola e as suas peças essenciais...algo que aconteceu no Suíça x Espanha. A equipa paraguaia já chegou mais longe, onde não tinha chegado, por isso, não perde nada em seguir em frente, e coloca todo o peso de uma vitória na favorita Espanha.

A minha ideia é que seja um jogo de muito estudo e por isso, não me admirava num 2-1 para a equipa paraguaia, mas à tangente.

O espanhol Xabi Alonso e os paraguaios Enrique Vera, Cristian Riveros e Roque Santa Cruz são os jogadores que estão em risco de exclusão para a meia-final.

Mundial 2010: Javi Martínez em dúvida para o jogo com o Paraguai

Publicada por Gonçalo Nuno Oliv sexta-feira, 2 de julho de 2010 0 golos

O internacional espanhol Javi Martínez contraiu uma lesão num tornozelo e está em dúvida para o encontro diante do Paraguai, referente aos quartos-de-final do Mundial 2010. O médio espanhol foi inclusive obrigado a sair mais cedo do treino. Também o defesa Raul Albiol, que se lesionou no passado sábado, continua incerto para defrontar os "guaranis".

Mundial 2010: Fora de campo - As beldades da prova

Publicada por Futebol quarta-feira, 30 de junho de 2010 1 golos

Larissa Riquelme uma adepta especial

Fora dos relvados, Larissa Riquelme, a modelo paraguaia de 26 anos, tem sido uma das boas revelações deste Mundial, e por mérito próprio foi convertida na noiva do Mundial. Conhecidíssima no Paraguai (inclusive já mostrou tudo o que havia para ver na versão argentina da revista Maxim), esta bela modelo de 26 anos foi convidada pela Coca-Cola para promover as partidas da selecção paraguaia numa praça, em Assunção, onde são transmitidos os jogos do Paraguai num ecrã gigante. Em duas semanas, seu perfil no Facebook ganhou 15 mil novos fãs. Para agrado de todos, Larissa já deixou uma promessa...


"Si Paraguay llega a semifinales o a la final me voy a desnudar enfrente de la Plaza de la Democracia (Asunción) y de esa manera le voy a demostrar así mi cariño para todo el pueblo paraguayo".

Bem, se eu já era adepto desta selecção paraguaia, que desde o início da prova tenha acompanhado a sua participação, então agora ainda estarei mais atento... Para os interessados, podem aceder a algumas fotos de Larissa para a Maxim e não só...

Mundial 2010 - Balanço do dia

Publicada por Tiago Ferreira terça-feira, 29 de junho de 2010 0 golos

E ao décimo nono dia do Mundial acaba o sonho nacional.

Nuestros hermanos não tiveram em conta a proximidade e o grau de parentesco e mandaram-nos de volta ao nosso cantinho à beira mar plantado com um golo do endiabrado David Villa. E assim terminou o sonho, que na minha opinião, muito contribuiu o prof. Carlos Queiroz que se mostra cada vez mais incapaz de desempenhar o papel de treinador principal duma grande equipa. E hoje errou a todos os níveis, começando no onze inicial, passando pelo esquema e acabando nas substituições.

Na retina fica Eduardo, que foi sensacional, Fábio Coentrão, aquele que um dia chegou a jogar a extremo, e a dupla de centrais implacável. Queiroz e Ronaldo são sem dúvida as desilusões desta fase final. No meio disto tudo há ainda os injustiçados Ricardo Costa e Danny. O defesa foi criticado pelo seu desempenho a lateral direito, e não foi claramente brilhante, mas por vezes as pessoas esquecem-se que ele é central e o facto de alinhar do lado direito da defesa não é por opção própria, mas sim opção do seleccionador. Já Danny parecia não saber bem a função a desempenhar, daí não obter grande rendimento. Eu já vi este jogador alinhar no Zenit (custou ao clube 30M) e estava numa forma formidável, e não é por acaso que tem Sir Alex Fergunson em "cima" de si.

A Espanha foi sempre superior e parte para os quartos-de-final como claro favorito, frente a um Paraguai que parece não ter argumentos para fazer frente à "la furia española". Quem tem David Villa nesta forma arrisca-se a ser um forte candidato ao título.

Antes, as 15h defrontaram-se Paraguai e Japão. Um jogo sem sal que teve de ir a penaltis e aí os paraguaios levaram a melhor. É a primeira vez que estão nesta fase da prova, mas pensa-se que não deverão avançar muito mais, uma vez que terão pela frente a campeã europeia, que parece ter voltado a praticar o bom futebol que lhe valeu o título no velho continente.


O jogo não prometia muito, mas acabou por nos dar ainda menos que aquilo que estávamos à espera.

A primeira parte foi fraca, houve um estudo mútuo e pouco risco. O Paraguai controlou os acontecimentos, no entanto quem criou mais perigo foram os nipónicos. Tirando dois ou três lances, a partida foi morna e com ritmo baixo, com os nipónicos a defender e a jogar no erro do adversário e os sul-americanos a trocarem mais a bola no meio campo ofensivo.

Na segunda parte nada de novo. Nenhuma das duas equipas arriscava ou criava perigo, dificilmente chegava à área contrária e toda a discussão decorria a meio-campo. E lá se arrastou o jogo para o prolongamento.

No prolongamento o Paraguai estava mais fresco e esteve melhor, mas não foi capaz de se desenvencilhar do empate.

No desempate por grandes penalidades a sorte acabou por sorrir aos paraguaios que ganharam por 5-3, com o golo decisivo a ser apontado por Cardozo, ele que havia entrado no início do prolongamento.

O Paraguai está pela primeira vez nos quartos-de-final e defrontará o vencedor do duelo ibérico.

Paraguai e Japão defrontam-se este início de tarde (15h), no Loftus Versfeld Stadium, em Tshwane/Pretoria, jogo entre duas equipas que deixaram uma boa imagem na fase de grupos e poderão assim proporcionar um bom espectáculo.

Comecemos pelo Paraguai, que fez uma boa fase de grupos, confirmando assim as boas indicações deixadas na fase de qualificação para este Mundial. Os paraguaios começaram esta caminhada na África do Sul, com um empate a uma bola diante da decepcionante Itália, seguiu-se depois uma vitória tranquila diante da Eslováquia (2-0), e por último um empate a zero frente à Nova Zelândia, selecção muito defensiva e que terminou a prova com três empates. Os 5 pontos conquistados por esta selecção do Paraguai, permitiram-lhes então garantir o primeiro lugar do grupo F, com mais um ponto que a Eslováquia.

Como já aqui referi por diversas vezes, esta selecção paraguaia é para mim uma das melhores de uma 2ª linha mundial, demonstrando muito valor nos seus vários sectores. Valendo pelo seu todo, esta equipa tem o seu ponto forte no ataque, onde conta com jogadores capazes de resolver um jogo de um momento para o outro, apresentando mesmo várias soluções, seja em ataque organizado, onde poderá retirar dividendos do jogo aéreo, mas também em bola corrida pelo chão, uma vez que conta com jogadores velozes e tecnicamente evoluídos. Óscar Cardozo, Roque Santa Cruz, Nelson Haedo Valdez e Lucas Barrios, são nomes que podem fazer a diferença na frente, destaque ainda para Cristian Riveros, um médio que auxilia o ataque e dos seus pés podem sair maravilhas.

Quanto ao Japão, é outra das boas surpresas deste mundial. Só a Holanda foi melhor no grupo E, tendo esta selecção japonesa ficado à frente de Camarões e Dinamarca, coisa que à partida não se julgava ser possível, mas é por estas e por outras que este é um desporto tão apaixonante. No arranque do Mundial, o Japão venceu os Camarões por 1-0, seguindo-se uma derrota frente à Holanda (1-0), e no 3º jogo, frente à Dinamarca, veio talvez a melhor exibição, conseguindo um triunfo por 3-1. Cuidado com esta selecção japonesa, que é uma equipa que deixa jogar, mas que nas suas rápidas transições para o ataque podem surpreender. Embora o Japão não seja uma equipa de "grandes nomes", valem pela sua boa organização.

Resumindo, não sendo duas selecções da grande montra mundial, acredito que possa ser um bom jogo, e que o Paraguai seja favorito, no entanto o Japão já demonstrou que isso não os intimida e que podem surpreender, sobretudo nas bolas paradas. Qualquer que seja o resultado, irá permitir à equipa que vencer chegar aos quartos-de-final pela primeira vez no seu historial.

Paraguai vence (2-0) Eslováquia com tranquilidade...

Publicada por Livre Directo domingo, 20 de junho de 2010 0 golos


O Paraguai venceu este domingo a débil selecção da Eslováquia por 2-0 e colocou-se em boa posição para passar aos “oitavos” do Mundial’2010.

Num jogo marcado por alterações tácticas, em ambas as equipas, foi Gerardo Martino (Paraguai) que surpreendeu Vladimir Weiss (Eslováquia), ao colocar em campo uma equipa muito ofensiva e pressionante, fruto da utilização de três avançado na frente (Barrios, Santa Cruz e Valdez).

Os primeiros minutos só deram Paraguai e a Eslováquia sufocava devido à pressão dos sul americanos. Ainda assim o golo só surgiu perto da meia hora de jogo, após um excelente passe de ruptura de Lucas Barrios que isolou o médio Vera, e este à saída de Mucha apenas teve que colocar a bola no fundo da baliza da Eslováquia.

O Paraguai não desacelerou com o golo obtido e a Eslováquia não conseguiu reagir ao golo sofrido. Antes do intervalo foi Roque Santa Cruz a desperdiçar uma soberana oportunidade. O Paraguai efectuou uma boa primeira parte e dominou completamente os europeus. A Eslováquia apenas tentava sair em contra-ataques rápidos, mas nunca conseguiu criar situações de finalização.

No segundo tempo os pupilos de Gerardo Martino entraram na expectativa para ver como se daria a reacção eslovaca. Weiss adiantou a equipa no campo, mas apesar da vontade demonstrada, nunca tiveram arte nem engenho de chegar com perigo à baliza de Justo Villar.

O ímpeto eslovaco durou pouco mais de 20 minutos e o Paraguai começou a controlar a partida depois de ter recuperado a posse de bola. O segundo tempo foi muito morno e com pouca acção, ao contrário do primeiro tempo.

O Paraguai foi subindo no terreno sempre com a bola controlada e matou o jogo ao minuto 86, período em que o benfiquista Óscar Cardozo já estava em campo, através de um belo remate de Riveros.

O Paraguai acabou por vencer tranquilamente a partida e está muito perto da passagem aos oitavos-de-final. Caso a Itália vença a Nova Zelândia, os guaranis apenas precisam de um empate na última jornada do Grupo F, precisamente frente aos oceânicos.


Nota dos Seleccionadores (0 a 5):

Gerardo Martino (Paraguai): 4 – Surpreendeu o adversário ao lançar 3 avançados na partida e foi feliz com isso, conseguindo que a sua equipa jogasse um futebol ofensivo e pressionante. Foi, sem dúvida, nesta alteração táctica que o Paraguai ganhou o jogo!

Vladimir Weiss (Eslováquia): 1 – Muito conformado com o resultado, a 10 minutos do fim ainda tinha duas alterações por fazer, mesmo estando a perder. Arriscou pouco e guardou jogadores perigosos demasiado tempo no banco (como é o caso de Stoch). Não retirou Weiss jr. da partida (que esteve muito em baixo no jogo de hoje) talvez mesmo por ser seu filho...


Destaques:

Jan Mucha – Foi mesmo o único destaque na Eslováquia, com um punhado de boas defesas.

Enrique Vera – Por ter marcado o golo inaugural e por toda a dinâmica que dá ao meio-campo paraguaio.

Victor Caceres – É o “muro” do meio-campo do Paraguai, muito possante e resistente mesmo pressionado por não poder ver novo amarelo, que lhe daria suspensão, não teve medo de entrar duro e varreu todo o “miolo" da Eslováquia.

Aureliano Torres – Apesar de ter sido suplente, confesso que só o coloco aqui por ser um jogador muito do meu agrado. Ainda assim, confirmou aquilo que já disse: Grande pé esquerdo e grande perigo nas bolas paradas! Jogou pouco mas o suficiente para novo livre de pé canhoto que dá origem ao 2-0 do Paraguai.

João Vasco Nunes

Mundial 2010 - Grupo F: Empate entre Itália e Paraguai (1-1)

Publicada por Futebol segunda-feira, 14 de junho de 2010 0 golos



No jogo inaugural do Grupo F, Itália e Paraguai empataram a uma bola, num jogo tranquilo e sem grandes oportunidades de golo.

A Itália entrou melhor no jogo, jogando no meio campo adversário, mas sem criar lances de perigo para a baliza de Villar, muito por culpa de uma boa organização defensiva paraguaia. A partir dos 20m o Paraguai começou a equilibrar a partida, que até aí era dominada pelos italianos, uma vez que estes estavam melhores no meio-campo, muito por força do trio Montolivo, Pepe e Marchisio. Á passagem do minuto 23 surge uma boa ocasião para o Paraguai, num remate de Aureliano Torres à entrada da área italiana, mas o disparo saiu torto e com pouca força. Sem nenhuma das equipas a assumir o jogo, este entrou então numa fase de pouco interesse, mas o Paraguai viria a passar para a frente do marcador aos 39m, na sequência de uma bola parada, só mesmo assim se poderia ver golos num jogo tão tranquilo. O golo nasce na cobrança de um livre apontado por Aureliano Torres, e Alcaraz (já passou pelo Beiro Mar), de cabeça, empurrou para o fundo da baliza de Buffon. O jogo chegava então ao intervalo com o Paraguai a vencer os campeões do Mundo.

Já na 2ª parte, o jogo começou da mesma forma que terminou, tranquilo e sem lances de perigo e tal como na primeira metade, só um lance de bola parada viria a fazer balançar as redes. Foi assim à passagem dos 63m, com Simone Pepe a cobrar um canto para a pequena área do Paraguai, onde surgiu De Rossi a encostar para o fundo da baliza adversária, após falha de Villar, que saiu em falso. Pouco depois de sofrer o golo da igualdade, Gerardo Martino fez entrar o avançado benfiquista, Óscar Cardozo, mas foi a Itália quem conseguiu criar alguns lances de perigo, sem contudo conseguir desfazer o empate.

Tal como eu tinha escrito na antevisão a este jogo, o empate era talvez o resultado mais esperado, sendo que o mesmo acaba por se aceitar perfeitamente, tendo em conta que este encontro foi pautado pelo equilíbrio.

Antolín Alcaraz, antigo central do Beira-Mar, foi considerado o homem-do-jogo pela FIFA.

Hoje joga-se o primeiro encontro do Grupo F, com Itália e Paraguai a jogarem no Estádio Green Point, em Cape Town.

Depois de ter encerrado a campanha (qualificação) do Grupo 8 como líder invicta (em dez jogos, obteve sete vitórias e três empates), a Itália, campeã em título, é a principal favorita à conquista do 1° lugar do grupo. Com um futebol de processos "simples", mas com a eficiência de sempre, a equipa comandada por Marcelo Lippi assenta o seu futebol na sua tremenda qualidade defensiva, "transportando-se" para o ataque em rápidas transições, chegando depois a zonas de finalização com relativa facilidade, onde Gilardino, Iaquinta ou Di Natale, podem fazer a diferença. A Itália não fica a dever em qualidade a nenhuma selecção do Mundo e está habituada a grandes palcos, sendo que nem o facto de todos os jogadores alinharem no campeonato italiano deverá diminuir os índices de maior experiência, que muitas vezes se mostram determinantes.

Apesar do fracasso no Euro 2008, acredito que esta selecção tem sempre uma palavra a dizer nas contas finais de qualquer competição, ainda mais com Lippi de regresso ao comando técnico, depois da vitória de à quatro anos.

Para este jogo a Itália conta com uma ausência de peso, de seu nome Andrea Pirlo, médio preponderante no meio campo transalpino, de qualquer forma acredito na vitória italiana, mas o Paraguai terá uma palavra a dizer, ou não fosse a par da Itália, favorita à passagem aos quartos-de-final.

Esta selecção do Paraguai não tem tanta qualidade ou experiência como a Itália, mas está numa 2ª linha das melhores selecções do Mundo, como confirma o 3º lugar na fase de qualificação, tendo conseguido o melhor percurso da sua história, ficando à frente da Argentina, com os mesmos 33 pontos do 2° classificado Chile e a apenas 1 ponto do Brasil.

Os comandados de Gerardo Martino estão pela quarta vez consecutiva no Mundial, e têm a ambição legítima de passar à próxima fase da prova. Como primeiro adversário terá como já referi a Itália, uma equipa com um estilo de jogo tanto ou quanto parecido, ou seja, não se importam de ter pouca bola, defendem bem e saem rápido para o ataque onde contam com avançados como Óscar Cardozo, Roque Santa Cruz, Nelson Haedo Valdez e Lucas Barrios, um argentino entretanto naturalizado. Destaque também para Cristian Riveros, preponderante no meio-campo paraguaio, quer em termos defensivos como ofensivos, este última onde coloca em prática a sua boa capacidade técnica e a sua grande qualidade no último passe.

Resumindo, acredito no favoritismo da Itália, mas tendo em conta que as duas selecções apresentam um estilo de jogo idêntico, este corre o risco de vir a terminar empatado. Veremos então, se ao mínimo deslize, este não poderá ser fatal a qualquer uma das equipas.

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