A informação foi avançada, esta quinta-feira, pela página web do Daily Telegraph, que adianta que, caso a FIFA confirme a alegada corrupção entre as duas candidaturas, serão ambas excluídas da corrida.
De resto, a entidade que rege o futebol mundial deverá revelar as conclusões do inquérito em meados de Novembro deste ano.
Recorde-se que a FIFA anunciou, ontem, a suspensão provisória do nigeriano Amos Adamu e o taitiano Reynald Temarii, membros do Comité Executivo do organismo que estão sob suspeita de terem tentado vender votos para decidir a atribuição da organização do Mundial 2018/2022.
O anúnico das candidaturas vencedoras será feito a 2 de Dezembro.
Texto e Imagem: RR/BOLA BRANCA
O apoio do Governo à candidatura ibérica aos Mundiais de 2018 ou 2022 limitar-se-á a três estádios: Luz, Alvalade e Dragão. É essa a ideia deixada pelo secretário de Estado do Desporto.
Em carta dirigida à Federação e citada pela Lusa, Laurentino Dias diz que o envolvimento do Governo «tem como pressuposto a utilização das infraestruturas existentes, ou seja, sem recurso a obras novas ou remodelação com custos elevados e injustificáveis: «Em obediência às condições de candidatura definidas pela FIFA, há em Portugal três estádios elegíveis para nela participarem, a saber, estádio da Luz, estádio José Alvalade e estádio do Dragão. Outros estádios, designadamente o estádio do Algarve e o estádio de Braga, careceriam de obras de beneficiação para aumento da sua lotação de 30 mil para 44 mil lugares, o que implicaria um considerável investimento público.»
A informação surge como resposta a uma carta do presidente da Federação sobre o número de estádios a utilizar. O secretário de Estado esclarece que o Governo não está disponível para dar garantias na «responsabilidade dos custos de investimento necessário para o aumento da lotação» de outros recintos e defende que a candidatura deve «conformar-se aos estádios que se mostram, já hoje, em condições de participar» na candidatura.Texto: MaisFutebol
Como tudo o que mexe e cheira a espectáculo, e os EUA estão presentes, tem contornos de desigual.
Ainda Portugal e Espanha apresentaram ontem o logótipo, e "estão a ver" como é que hão-de organizar o eventual Mundial de 2018 ou 2022 absolutamente confiantes de que o mesmo será atribuído a uma candidatura europeia, já os americanos resolveram, como sempre, pôr mãos à obra.
Já têm site, e não está propriamente "em construção", como o podem ver aqui, tendo lançado estudos, votações, sondagens, etc...., com um frenesim que, só por si já é um espectáculo mesmo que a candidatura do próprio país não vença. O "Bid" Contest começa dentro do próprio país, com as cidades a candidatarem-se... À americana, com muito show-off à mistura.
Um estudo levado a cabo pela empresa de consultoria AECOM, que já havia feito estudos de impacto económico e social para o Mundial de 1994 e Jogos Olímpicos de 1984, revelou que são possíveis de criar entre 65 e 100 mil novos postos de trabalho nas várias cidades durante a preparação e ano do evento, e mais de 3.5 mil milhões de euros de impacto na economia local. Contudo, os americanos não se ficam por aqui, e segundo o director executivo da candidatura norte-americana (David Downs), o seu objectivo é que durante os 8 a 12 anos que decorrerão até ao evento, se estimule o desenvolvimento do jogo e da indústria do futebol nos EUA e no mundo, potenciando estes números.
Isto ainda mal começou, e a luta já se antecipa como muito difícil dado o negócio tão interessante que se perspectiva.
Os países a concurso para 2018 são os EUA, Inglaterra, Austrália, Indonesia, Japão, Rússia, Portugal/Espanha e Holanda/Bélgica. Para 2022, juntam-se o Qatar e a Coreira do Sul.
Ainda com força? Vamos lá!
É com imenso prazer que me inicío a escrever neste fantástico blog. Com muito respeito pelo trabalho dos que o ajudaram a construir, espero conseguir contribuir para o seu crescimento e alcance dos objectivos. Residindo no Porto, com uma licenciatura em Economia, mestrado em Gestão Desportiva, e uma paixão inabalável pelo futebol e o seu espectáculo e indústria, cá espero poder alimentar mais um pouco este espaço, com alguns posts de interesse, ao lado dos ilustres colaboradores.
Ultrapassada a apresentação inicial, vamos ao que mais interessa, começando por um tema da maior importância como é o da candidatura conjunta Portugal/Espanha ao Mundial de 2018.
Folgo em ler e constatar que por esse país fora não há contestação à vontade da FPF. Naturalmente, e porque tanto debate se gerou após o Euro 2004 e o seu resultado de endividamento por opções que se provaram inconscientes ao nível dos estádios, poder-se-ia esperar uma reacção de cautela perante uma nova organização. Mas isso não aconteceu. Por ventura, o facto de não estarmos sozinhos ajuda, e de que maneira, sabendo que o co-organizador é a nova estrela da elite mundial e nossa vizinha Espanha.
O que já não parece estar a ser muito unânime são os moldes com que vamos participar nisto, e agora vamos por partes:
- Primeiro, ainda estamos muito longe de ser nomeados como organizadores. Com candidaturas experientes e bem sucedidas como a da Bélgica/Holanda, com um poder de lobbying e de captação de fundos privados como garante a candidatura da Inglaterra, e o exotismo da Rússia que garante a continuidade de uma estratégia de globalização formalizada com a realização dos próximos mundiais na África do Sul e no Brasil, e não esquecendo mais 7 candidaturas dos EUA, Coreia, Austrália e outras, acho que o debate com contornos de facto consumado de que seremos nós os organizadores peca por inoportuno. A desilusão pode tomar conta de nós dentro de ano, e só depois perceber que pequenas discussões de pormenor afinal só serviram para ajudar a FIFA a escolher outra candidatura já não vai adiantar;
- Segundo, Portugal e os portugueses têm que ser capazes de perceber que Espanha é quem vai conduzir o barco. Desenganemo-nos se pensamos que vamos "mandar" ou ter 50% de capacidade de decisão na organização. Os espanhóis são muito donos e senhores de si e, assumindo que me supreendeu tanta fraternidade, já não me supreende que queiram "empurrar" para nós uma proporção dos custos superior à do benefício organizativo em termos de número de jogos ou cidades anfitriãs.
- Terceiro, se soubermos ter inteligência emocional, facilmente percebemos que, sem ter a Espanha ao nosso lado, jamais nos interessaria realizar o Mundial e, também quase de certeza que não o seríamos o país escolhido caso avançássemos sozinhos.
Sendo assim, parece-me que nesta fase o mais importante é concentrar os nossos esforços em ajudar a candidatura a ganhar. Como? Com atitude positiva. Note-se que, para todos os efeitos e independentemente do número de jogos, é pela península ibérica que cidadãos de todo o mundo se vão passear durante um mês e esgotar a capacidade hoteleira das cidades, com ou sem jogos, desde que possuam programas complementares de entretenimento. Por outro lado, o nome de Portugal vai sempre ser associado a um dos dois maiores eventos do desporto mundial (não vejo capacidade de alguma vez organizarmos Jogos Olímpicos), e não vamos precisar de criar mais infraestruturas de desenvolvimento. Apenas de entretenimento adicional e turismo.
Por isso parece-me despropositado dar um tom de maior importância à discussão sobre se Lisboa deve ter um ou dois estádios, ou se o Algarve ou Braga devem ser cidades anfitriãs ou não. O importante é, sim, pagar a menor factura possível, aprender com a capacidade organizativa de provas dadas de "nuestros hermanos", e capitalizar isso muito bem para promover a nossa organização, com tudo o que de excelente isso nos poderia trazer para a economia e gerações futuras.
Mãos à obra, que podem ser 8 anos de convergência com Espanha, que todos tanto (lá no fundo) queremos, e definitivamente recuperar o respeito de um mundo que parece nos esquecer a cada ano que passa. Não fosse o futebol a relembrar-nos constantemente que ainda existimos......