A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou esta sexta-feira, através de comunicado publicado no site oficial, que o Conselho de Disciplina (CD) decidiu suspender o E. Amadora por duas épocas e multou o clube em 2.500 euros, por desistência da II Divisão.
Na note referente à reunião de 23 de Setembro, o CD, evoca o n.º 3 do artigo 46.º do Regulamento Disciplinar e revela a punição ao Estrela, que militou durante 16 épocas na primeira divisão do futebol nacional.
«A desistência noutras circunstâncias de prova disputada por pontos organizada pela FPF», é a principal causa referida pelo CD, referente ao ponto n.º 3 do artigo 46.º do Regulamento Disciplinar, para aplicar o castigo ao Estrela.
Este mesmo artigo remete para outro ponto que visa a aplicação de uma multa no valor de 2.500 euros aos clubes infractores que militem na II Divisão. O emblema da Amadora está actualmente em processo de insolvência e nem se inscreveu nas competições profissionais.
Texto: A BOLA
O lateral-direito Miguel anunciou a renúncia à Selecção Nacional. O atleta do Valência enviou uma carta a Gilberto Madaíl a comunicar-lhe que não estava mais disponível para a equipa nacional no dia 9 de Setembro, mas só esta quarta-feira essa decisão foi tornada pública pela Federação Portuguesa de Futebol. Miguel comunicou por isso a renúncia à Selecção Nacional dois dias depois do jogo com a Noruega, o último do duplo compromisso do início de apuramento para o Euro 2012. O lateral-direito torna-se menos uma opção para o seleccionador Paulo Bento!
Luís Figo garantiu hoje que não irá integrar o cargo de presidente da Federação Portuguesa de Futebol e explicou que está queimado em relação a Portugal. Segundo Figo, tendo em conta os últimos acontecimentos, estou um bocado queimado em relação a Portugal. Quando quiser mais problemas, regressarei. Numa visita à sua fundação na Escola da Bela Vista, em Setúbal, o antigo internacional luso esclareceu que não tem como objectivo entrar na corrida à sucessão de Gilberto Madaíl: como não procuro uma vida agitada, é melhor estar em casa, tranquilo, disse ele. Questionado também sobre o caso da saída de Carlos Queiroz, Luís Figo lamentou a perda de dois meses de estabilidade, o que é extremamente negativo para todas as partes!
Será que era no seleccionador que habitava o problema?
Concordando ou não com o despedimento, penso que é obrigatório falar um pouco dos últimos anos da nossa equipa lusa, desde Scolari a Queiroz! Carlos Queiroz levou-nos ao Mundial 2010 na África do Sul, primeiro objectivo cumprido. Empatamos a zero com um sempre muito poderoso Brasil na fase de grupos, acabando assim por passar aos Oitavos, segundo objectivo cumprido. Aí, caímos aos pés da Espanha que, curiosamente, é agora a Campeã do Mundo. O ex-seleccionador nacional apresentou resultados sim, não apresentou foi excelentes resultados, mas também não se pode pedir tal coisa quando a diferença de qualidade entre algumas selecções é digna de referência! A forma como ele colocou algumas peças dentro do terreno de jogo e a maneira como encarou o encontro com a Espanha é sempre questionável, mas ele não merecia ter sido tratado assim, não só pelo que já fez pelo futebol português, mas também pelo que representa no estrangeiro, ele é uma grande referência do futebol nacional em vários países e já conquistou títulos bem importantes! Vendo bem a nossa formação, com um meio-campo tão pouco competente e sem um lateral-direito e um ponta-de-lança à altura de uma fase final de um Campeonato do Mundo não há equipa que resista a muito mais.
Queiroz não é o melhor do Mundo nem dos melhores do Mundo como é óbvio! Mas analisando friamente, a nossa selecção a nível de talentos individuais e de processos adquiridos (via clubes) está uns degraus abaixo da que chegou à final do Euro 2004 por exemplo, portanto não é legítimo pedir a Queiroz o mesmo que se pediu a Scolari! Costinha, Maniche e Deco jogavam quase de olhos fechados no meio-campo do FC Porto de José Mourinho e na selecção portuguesa de Scolari. Já para não falar que jogadores como Rui Costa, Pedro Pauleta, Luís Figo, João Vieira Pinto não voltam mais e há que ter consciência do que temos AGORA e do potencial que outras selecções têm também! Olhando, por exemplo, para a selecção espanhola é fácil de entender que a dinâmica utilizada é a dinâmica de um Barça de Guardiola quase imbatível e com princípios e sub-princípios de jogo mais do que assimilados! Neste último Mundial, tivemos em Cristiano Ronaldo, Pepe e Ricardo Carvalho os únicos com o rótulo de "jogador TOP", sendo que depois apareceram duas “surpresas”: Eduardo e Fábio Coentrão! Comparar isto a Xavi, Iniesta, Pedro, David Villa, Fernando Torres, Sergio Ramos, Piqué, entre outros, é como comparar UHF a Coldplay, algo impensável!
Infelizmente, vai ser bastante difícil voltarmos a viver este tipo de emoções num futuro próximo!
ENFIM, tanto tempo, tantos pontos perdidos para no fim acontecer o que todos esperavam! Carlos Queiroz já foi informado de que não é mais o seleccionador nacional, disse o presidente da FPF, Gilberto Madail. O dirigente limitou-se a ler um comunicado em que informou ainda que os responsáveis federativos vão começar à procura de um substituto e que serão marcadas eleições. No dia 14 de Julho de 2010 anunciámos que se cumpriram dois dos objectivos, que foram a qualificação para a fase final e o apuramento para a fase a eliminar. Dissemos que o resultado fica aquém do que esperávamos, mas ficaram cumpridos estes objectivos. Depois da análise foi decidido resolver o contrato de serviços com Queiroz de forma imediata!
Já estou cheio de ouvir "paineleiros", bloggers e comentadores de ocasião a falarem da selecção. Desculpem o desabafo. Aceito com normalidade que cada um fale dos seus clubes dado que, normalmente, conhece consideravelmente a realidade dos mesmos. Mas, com a selecção, enche-me a cabeça a quantidade de entendidos temporários que aparece nestas alturas de jogos, mas passados 3 dias e durante meses já só querem saber de Benfica, Porto ou Sporting, sem se darem ao mínimo trabalho de tentar perceber sequer como funcionam as estruturas do futebol, desde o IDP ao Adop, passando pela FPF, sua Liga e seus respectivos Conselhos.Ora com que então, para a maré, a culpa do estado da selecção é de Carlos Queiroz?
A culpa de termos sido eliminados do mundial com apenas um golo (irregular) e frente à campeã e unanimente bem consagrada Espanha, é do Queiroz? Podíamos ter jogado melhor? Talvez. Mas a culpa é mesmo do Queiroz? Os jogadores, entre eles o mais caro do mundo que raramente se esforçou por jogar mais e melhor guardando golos para mais tarde, não têm culpa? É, mesmo, de Queiroz? Profissionais de topo não se esforçarem, não sofrerem, armarem-se em treinadores desrespeitando o verdadeira e legítimo, e nem sequer serem vistos a cantar o hino de Portugal, é culpa única e exclusivamente de Queiroz?
Pois bem, até agora pensava (e ainda penso), que jogar na selecção era um sonho e orgulho para qualquer jogador, e condição suficiente para a auto-motivação. Mas parece que, afinal, não. Afinal também é preciso um treinador que saiba motivar jogadores para jogar na Selecção. Não há aqui qualquer coisa de errado!? E que não é, seguramente, Queiroz?
Depois, há aqueles jogadores que, porque ir para a selecção acaba por se tornar um frete pois não são titulares, tendo que fazer viagens para ficar no banco, preferem expor o seu amuo (amor!?) através de anúncios públicos de renúncia à selecção. Não será também uma forma de aproveitar a onda negativa e pressão sobre um homem, para lançar mais uma acha para a fogueira na expectativa de que o próximo seleccionador os vá chamar com promessa de titularidade. num egoísmo bem revelador do espírito oposto a um Jogador de Portugal? Como se a culpa de haver outros, talvez melhores do que eles, fosse, lá está, de Queiroz.
Provavelmente, e doravante, a julgar pela irrelevância dada à atitude de Simões e Paulos Ferreiras, já se vai considerar normal ouvir jogadores dizerem: "jogar na selecção, a titular, é um sonho. Mas, perder umas noitezinhas lá por casa para ter que me sentar no banco de suplentes onde não me valorizo para assinar o contrato da minha vida, não obrigado".
Depois, há agentes de jogadores a passarem os estágios nos mesmos hotéis da selecção. Já ninguém acha isso anormal. Mas, se por acaso tal influenciar escolhas de seleccionadores, este só terá culpa se se chamar... Queiroz.
Mas, melhor que tudo, tinha que aparecer o Governo!Um Governo, cuja face é a de uma pessoa com postura de arrogância e vaidade, à semelhança de tantos outros membros do mesmo.
A Laurentino Dias, que até agora muitos nem sabiam (nem sabem) bem que competências lhe são conferidas, a primeira pergunta que eu gostaria de fazer era: "O que é que já fez de positivo para desenvolver o futebol português?"
A segunda seria: "Porque é que o Regime Jurídico das Federações legislado pelo seu Governo, e que obrigou todas as modalidades a reverem os seus estatutos retirando poderes às associações distritais e redistribuindo-o por todos os intervenientes incluindo clubes, árbitros, jogadores e treinadores, não foi ainda aplicado no futebol, quando o prazo está esgotado há mais de 2 meses?"
E porque é que, segundo o mesmo regime, as Federações que não alterassem esses seus estatutos veriam perderiam o estatuto de utilidade pública e consequentemente o direito de participação em competições internacionais, não viram essa consequência ainda aplicada no futebol?
Quem está por dentro sabe porquê. Ouve-se dizer por aí que o Governo alterou a lei para poder tirar o poder às associações, e assim ele próprio poder "mandar" nas modalidades, e desenganem-se os crentes, no futebol em particular que tantos votos e manipulação na sociedade permite. Pois bem, se isso não é verdade, esta intromissão despropositada, extemporânea, e lamentável do senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto no processo Queiroz vem dar muita, senão toda a razão "ao que se vai ouvindo".
Desenganem-se os que ainda pensam que é a FPF quem quer mandar embora Queiroz.
Estamos perante uma luta do Governo em mudar esta FPF, fracturando-a como está a conseguir, através da manipulação do povo contra Queiroz num primeiro momento, e a estrutura directiva logo a seguir. E sabem que mais? Parece mesmo que vai conseguir. Sem qualquer pudor ou pena por emitir a factura de uma ausência num Europeu, e sabe-se lá que mais.
A seguir, não me surpreende nada que o favor de Luis Figo a José Sócrates ainda termine na liderança da FPF por parte deste. Isto, porque Armando Vara, que aqueles que tiverem melhor memória sabem que foi "consenso" há três anos atrás para essa função, está agora com a sua "face" demasiado desgastada.
É a política metida com o futebol, ao mais alto e perigoso nível. E aqueles que andaram a anunciar e classificar como corrupção as histórias entre Nuno Cardoso, FC Porto, Santana Lopes, Sporting, Benfica e tantos outros por essas autarquias fora, que apareçam agora a falar pois são mais benvindos do que nunca.
Desculpem partilhar o longo desabafo, mas este é mesmo o reflexo do nosso triste país. Um país onde os incompetentes e vaidosos tomam sistematicamente conta dos lugares de chefia, facturando e pagando favores; onde pertencer a um partido ou lobby é somente o que importa para alcançar cargos na administração pública (e privada!); e no qual o ego destes incompetentes é consistentemente muito superior às causas que defendem.
Depois da imprensa espanhola ter noticiado que a FPF estava em negociações com Aragonés para este ser o substituto de Queiroz, o órgão máximo do futebol português já emitiu um comunicado a negar tudo, dizendo que todas essas noticias não passavam de boatos.
Após cerca de quatro horas de reunião de direcção, a fim de analisar o futuro de Carlos Queiroz, a Federação emitiu um comunicado a revelar que está aberto um processo de averiguação por parte do Conselho de Disciplina, pendente de ouvir o seleccionador nacional. Queiroz continua, assim, como seleccionador nacional, ficando adiada, pelo menos por agora, a possibilidade de vir a ser demitido, conforme tem sido amplamente noticiado.
A Federação explica que recebeu um relatório do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) na sequência de alegadas ofensas de Carlos Queiroz à Autoridade de Antidopagem durante o estágio da Selecção Nacional antes do Mundial-2010. Remeteu-o de imediato aos serviços jurídicos e para o Conselho de Disciplina, órgão que decidiu a abertura de um processo de averiguações, no âmbito do qual já ouviu cinco testemunhas. Faltará Carlos Queiroz, que só esta sexta-feira deverá regressar ao nosso País, proveniente de Moçambique.
«O relatório do processo em curso no Conselho de Disciplina é fundamental para que a Direcção tome as medidas que se revelarem adequadas», pode ler-se no comunicado, no qual se promete conclusões para «meados de Agosto».
Eis o comunicado na íntegra:
«1. A Direcção da Federação Portuguesa de Futebol reuniu-se esta sexta-feira exclusivamente para analisar o relatório do Instituto do Desporto de Portugal, remetido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto no Despacho 55 / SEJD /2010, sobre alegados factos ocorridos durante o estágio que a Selecção Nacional realizou na Covilhã, envolvendo o Seleccionador Nacional, Carlos Queiroz;
2. Os documentos foram recebidos no dia 23 de Julho e nesse mesmo dia o Presidente da FPF remeteu-os para os serviços jurídicos e para o Conselho de Disciplina;
3. Dado o carácter urgente da matéria em causa, o Conselho de Disciplina abriu um processo de averiguações no âmbito do qual ouviu cinco testemunhas;
4. No âmbito deste processo, o Conselho de Disciplina pretende ouvir o Seleccionador Nacional, o que não foi possível até ao momento devido à sua ausência no estrangeiro;
5. Dado que os poderes disciplinares da FPF estão cometidos a órgãos próprios, tendo a Direcção apenas poderes na área funcional, o relatório do processo em curso no Conselho de Disciplina é fundamental para que a Direcção tome as medidas que se revelarem adequadas;
6. Pretende-se que o processo esteja concluído até meados de Agosto;
7. Toda e qualquer notícia sobre este assunto que vier a ser publicada até nova tomada de posição oficial da FPF, seja em que sentido for, pode e deve ser considerada como pura especulação, escusando-se a FPF de desmenti-la, à semelhança do que tem acontecido nos últimos dias.»
Texto: A BOLA
As mais recentes experiências de Carlos Queiroz a liderar equipas demonstram bem a sua incapacidade para questões disciplinares e, pior ainda, de visão multidisciplinar.
Carlos Queiroz apareceu no ManUtd sem nunca se ter chegado a perceber muito bem porquê e ali viveu muitos anos na sombra de um Senhor do futebol Mundial - Sir Alex Fergusson. Com o tempo, foi-se confundindo o sucesso do ManUtd com o Carlos Queiroz que, segundo alguns, era o homem-sucesso de Sir Alex.
A mudança para Madrid não foi dificultada pelos ingleses, o que iria constituir o primeiro factor de estranheza no tal percurso do homem-sucesso. E lá, quando realmente teve que decidir pela outra vez depois dos insucessos no Sporting e nas selecções, voltou a... falhar.
De problemas disciplinares, a incapacidade de controlo dos diferentes factores de gestão de um plantel "galáctico"... tudo correu mal. Olhando para trás, sucesso sucesso Queiroz só teve com a década de ouro dos jovens portugueses Figo, João V. Pinto, R.Costa, etc. Daí em diante, sempre que teve que ser ele a assumir as decisões... correu mal.
Sem estranheza, ofereceu-se para voltar a Manchester e como quem ali manda e trabalha é mesmo Fergusson, ele regressou. Dois anos mais tarde, alegando o projecto da vida dele (o regresso à FPF com poderes reforçados), fechou de vez a porta do ManUtd e regressou a Portugal no que ele acreditava ser o projecto de uma vida. Nada de mais errado...
Voltou a ter que ser ele a decidir... voltou a falhar. Sucederam-se as trapalhadas... Desde as convocatórias e pobreza das exibições na Qualificação, até à inqualificável convocatória para o Mundial, a deixar antever o pior de si... e o pior que havia na selecção e na FPF.
Não tenhamos ilusões! A FPF é um antro de poder e contra-poder, onde tudo se congemina, onde tudo se cose. Queiroz acreditou que Scolari tinha limpo o caminho por ser o único que por lá passou com eles no sitio. Mas enganou-se, porque o brasileiro limitou-se a criar um novo alinhamento "com o Império Jorge Mendes" em contra poder com o instituido na altura e agora de novo "Império Joaquim/António Oliveira".
A entrada de Queiroz era tudo o que Madaíl precisava para, na esquecendo Mendes que estava já metido no seio da FPF, voltasse a haver espaço para Oliveira.
Ultrapassada a trapalhada das convocatórias que deixaram de fora, por exemplo, Moutinho,Amorim, Quim, C.Martins, Quaresma, Makukula, etc. chega-se a Covilhã com informações que um ex-jogador de Queiroz apresentava substâncias que o afastariam da competição da África do Sul e dos jogos do seu clube. Queiroz e Madaíl procuram abafar a situação e conter a presença do CNAD até resolverem o problema do jogador. Só que Madaíl, contrariamente ao que tinha prometido, é surpreendido pela presença dos "vampiros" na Covilhã.
Nunca tentativa desesperada de salvar a face, Carlos Queiroz tem um comportamento insultuoso com os responsáveis do CNAD que, no regresso a Lisboa fazem queixa à tutela. Opta-se, em vésperas de Mundial, por abafar o caso com o acordo, imagine-se, do Sec. Estado do Desporto. A
podridão é total.
Contudo, no final da miserável presença na Africa do Sul com apenas uma vitória em quatro jogos, a FPF procura a saída do Prof. Trapalhadas que faz saber publicamente que não pretende sair e que se tal acontecer há um valor acordado a pagar. Por essa altura, tenta aliviar responsabilidades, chamando a estrutura da FPF de "amadora".
Gilberto Madaíl vai, obviamente, aos arames com esta história e "devolve" a polémica libertando a história da Covilhã, outrora abafada em proveito de todos, mas agora ocultando apenas o que poderia por em causa... a própria FPF e o CNAD, deixando sozinho e topo da polémica, Carlos Queiroz.
Recordam-se de mais acima eu ter falado no domínio do "império" Oliveira? Atentem bem em que jornal saiu a polémica? DN, pois claro. No Blog GeraçãoBenfica já várias vezes falei no poder desse senhor para "enterrar" ou "elevar" organizações e pessoas publicamente.
Com isto, não só Madaíl alivia a responsabilidade de cima da FPF, como igualmente mostra a Queiroz que tem argumentos para o fazer sair, a mal, e minimizando quaisquer valores de rescisão, forçando assim que haja um duplo acordo: De verbas e de reputação. Ou seja, a FPF abafa novamente a história e Queiroz sai ilibado, mas em compensação sai pelo seu próprio pé da FPF com valores bastante inferiores aos definidos contratualmente.
Moral da História: Uma FPF podre! Com Joaquim Oliveira a dominar os meandros da Selecção e com Laurentino Dias como capacho de tudo, com interesses em estar bem com a FPF e os poderes instalados - já ganhou com o Euro2004 e prepara-se para mais com a candidatura ibérica a 2014. Pelo meio desbaratam-se dinheiros públicos investidos na FPF que, recorde-se, á uma entidade que apesar de viver em ilegalidade, mantém todos estes compradrios da Sec. Estado Desporto.
Nota: Artigo do blogger GeracãoBenfica, para o Futebol "O Desporto rei".
A decisão está tomada: o futuro da Selecção Nacional não passa por Carlos Queiroz. Agora é só uma questão de saber se o assunto se resolve a bem ou a mal.
A reunião de amanhã na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) será uma mera formalidade. Conforme Record ontem noticiou, há unanimidade entre os membros da direcção para pôr termo ao contrato com o actual seleccionador, pelo que a margem de manobra de Queiroz e as hipóteses de ele continuar à frente da Selecção são muito reduzidas para não dizer praticamente nulas.
Rescisão amigável
Gilberto Madaíl vai tentar evitar o litígio com o seleccionador e irá propor a rescisão amigável. Segundo Record apurou, os valores serão generosos, podendo ficar a meio da verba total a que Queiroz teria direito (3,2 milhões de euros). Essa proposta deverá ser aceite pelo seleccionador, convencendo-o assim a assinar a desvinculação. Deste modo se evitará a ida para os tribunais num processo que seguramente se irá arrastar, causando naturais danos às partes.
O presidente da FPF já sabe que se não avançar com uma proposta razoável, o seleccionador estará preparado para o braço-de-ferro jurídico. Neste momento, porém, é intenção de Madaíl e Queiroz evitar tal conflito e fechar o dossiê sem mais polémicas.
Sem apoios
O selecionador, que continua de férias em Moçambique, não encontra apoios não apenas entre os elementos da direcção da FPF mas também na estrutura federativa. É um homem isolado com a sua equipa técnica pelo que este é mais um dos argumentos que empurram Queiroz para fora da federação. No entanto, o insulto dirigido a Luís Horta e transmitido à equipa do controlo antidoping que estava em missão pública é que está na base do despedimento do seleccionador. Após denúncia escrita de dois médicos, o Instituto de Desporto de Portugal abriu o respectivo inquérito, o que obrigou a FPF a actuar disciplinarmente. Para evitar o recurso aos tribunais, Madaíl vai propor a rescisão amigável e Queiroz deverá aceitá-la.
Texto: Record
Gilberto Madaíl não tem como evitar a abertura de um processo disciplinar a Carlos Queiroz tal a gravidade do comportamento do seleccionador para com dois médicos da autoridade antidopagem, durante o estágio da selecção, na Covilhã. E em última instância, a comprovar-se que a conduta do seleccionador lesou a imagem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), poderá mesmo haver suporte para uma acção de despedimento por justa causa.
A gravidade do assunto, denunciado na edição de ontem do DN, foi assumido à "mesma voz" pelo Governo e pela própria FPF. "Os factos que foram apurados no inquérito obrigam a que a Federação sobre eles pondere. Se não fossem factos graves não tinha havido um inquérito ou teria sido arquivado", disse Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto. Já a Federação, em comunicado, classificou o inquérito a Queiroz como "matéria extremamente delicada", a qual a FPF vai analisar em profundidade".
decisão da abertura do inquérito vai ser tomada na reunião da direcção da FPF, que em princípio será marcada na próxima semana. O assunto vai ser depois entregue ao Conselho de Disciplina (CD) da FPF, que poderá nomear um instrutor para averiguar o sucedido.
Entre os factos relatados no inquérito, conduzido pelo Instituto do Desporto de Portugal, constam insultos graves dirigidos quer aos médicos que visitaram a selecção quer ao presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), Luís Horta. Aliás, segundo soube o DN, o comportamento de Queiroz, que considerou inoportuna a visita dos "vampiros" foi mesmo encarado pelo IDP como uma violação das regras antidopagem. Uma conduta, à luz da legislação, punida com uma sanção que pode ir de dois a quatro anos de suspensão.
Esta situação ocorrida no estágio, fragilizou mais ainda a situação de Carlos Queiroz no cargo de seleccionador nacional. O DN sabe que o inquérito do IDP, que actualmente está nas mãos de Gilberto Madaíl, provocou mau ambiente na estrutura federativa. O desempenho da selecção no Mundial já tinha deixado o técnico numa posição enfraquecida, apesar de na última reunião da direcção ter saído a mensagem de apoio ao seleccionador. Contudo, este caso é encarado por alguns dirigentes como demasiado grave para passar impune.
Texto: DN
A Federação Portuguesa de Futebol concluiu esta tarde, em reunião de direcção, que «se justificam algumas adequações» nos «modos de funcionamento» «da estrutura técnica» da selecção. As alterações serão discutidas com o seleccionador, Carlos Queiroz. «A Direcção entende que se justificam algumas adequações em relação aos modos de funcionamento, nomeadamente da estrutura técnica, que serão analisadas com o Seleccionador Nacional, Carlos Queiroz». Está quase no final do comunicado publicado no site da Federação, mas é a principal nota saída da reunião da FPF.
Para a federação, as mudanças serão feitas «no sentido de se encontrarem as melhores soluções em face do próximo grande objectivo da Selecção, que é o apuramento para a fase final do Campeonato da Europa de 2012».
Informa o organismo que tutela o futebol nacional que «foi analisada a participação da Selecção Nacional no Mundial 2010». A FPF registou o facto de terem sido cumpridos dois objectivos (apuramento e passagem aos oitavos de final), lamentando o facto de não ter sido possível «ultrapassar os oitavos de final». «Mesmo que a derrota tenho sido frente a Selecção que viria a consagrar-se Campeã do Mundo, o resultado fica aquém do que todos ambicionavam», pode ler-se. Na mesma nota, no entanto, a federação destaca «o trabalho» e a «vontade demonstrada pelos dirigentes, equipa técnica e, naturalmente, por todos os jogadores presentes na África do Sul».
Na mesma nota a FPF enalteceu «o trabalho árduo e competente de todos os elementos que compunham a estrutura logística e organizativa que suportou a “equipa de todos nós” durante os estágios efectuados na Covilhã e na África do Sul bem como nos jogos disputados».
Texto: A BOLA
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) emitiu, esta terça-feira, um comunicado onde garante que “será obtido lucro com a participação no Mundial 2010”.
"Como habitualmente, a Federação Portuguesa de Futebol analisou cuidadosamente os cenários orçamentais com os quais se podia deparar em face do rendimento desportivo nossa Selecção e está em condições de assegurar que, mais uma vez, será obtido lucro com a participação no Mundial 2010, mesmo incluindo todas as despesas inerentes à fase de qualificação e os diversos investimentos que foram sendo feitos ao longo dos últimos tempos. A FPF não divulga pormenores sobre prémios acordados em face da obtenção de determinado resultado desportivo, reservando, como sempre, para o relatório e contas aprovado e divulgado anualmente, a publicitação de todas as questões financeiras, nomeadamente as que são ligadas ao departamento de futebol.”, lê-se no comunicado.
A Federação Portuguesa de Futebol deverá ter um prejuízo superior a 1 milhão de euros quando fechar a contabilidade referente à presença da Selecção Nacional no Mundial da África do Sul. O prémio de 7,2 milhões de euros que vai receber da FIFA por ter atingido os oitavos-de-final não chega para cobrir os custos da preparação da equipa e os prémios negociados com a equipa técnica e jogadores. Em prémios, a FPF irá pagar mais de 3 milhões de euros, sendo 720 mil só para o seleccionador nacional, Carlos Queiroz, que, por contrato terá direito a 10 por cento da verba paga pela FIFA à entidade portuguesa. Os jogadores deverão receber um mínimo de 100 mil euros cada o que, a multiplicar por 25 (os 23 presentes na fase final, mais Nani, excluído à última hora por lesão, e Zé Castro, que fez o pré-estágio na Covilhã), dá 2,5 milhões de euros.
Os custos de toda a preparação deverão ultrapassar os 4 milhões de euros, já que a FPF utilizou dois hotéis diferentes na Covilhã durante três semanas e teve a trabalhar no apoio directo à equipa a maior comitiva de sempre, contando com treinadores auxiliares sul-africanos contratados especificamente para colaborarem com Carlos Queiroz, bem como os diferentes observadores de jogos. Estes custos directos com os dois últimos meses não englobam o que a FPF gastou ao longo da campanha de apuramento para a fase final do Mundial, que chegou a 1,5 milhões de euros.
Para não ter prejuízo com a presença no Mundial, a FPF necessitava que a Selecção Nacional tivesse chegado pelo menos aos quartos-de-final, patamar em que receberia da FIFA 14,4 milhões de euros.
Texto: Record
Desculpem o desabafo, mas isto que se passa dentro da Selecção Nacional com estes prémios chorudos é uma anormalidade. Portugal atravessa uma grave crise financeira, e estes recebem prémios bastante avultados para as prestações miseráveis que realizaram na África do Sul. Ainda no outro dia fui a um café e reparei num senhor já de certa idade (por volta dos seus 70/80 anos) que nem sequer tinha dinheiro para COMPRAR UM PÃO COM MANTEIGA. Contudo, o dono do café acabou por oferecer um pão com manteiga ao Senhor, dado as suas impossibilidades financeiras. Uns ganham muito por fazer pouco, já outros não ganham nada por fazerem (ou terem feito) muito ...